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Utilidade Pública

Do comércio de animais à carne nobre: a trajetória de um produtor que transformou conhecimento em negócio no semiárido potiguar

Por Carlos Henrique Pereira

Estudante de Jornalismo da Uern

Aos 14 anos, José Kerginaldo Torquato precisou assumir responsabilidades que normalmente cabem a um adulto. A morte do pai interrompeu a adolescência e o obrigou a deixar os estudos para cuidar da propriedade rural da família, localizada na região onde hoje está o Assentamento São Romão, na zona rural de Mossoró. A pequena área de terra enfrentava limitações típicas do semiárido. Não havia água disponível para garantir a produção durante todo o ano e as possibilidades de renda eram restritas. O futuro parecia resumido à luta diária para manter a propriedade funcionando.

Quase quatro décadas depois, o cenário é outro. Na mesma área onde começou a trabalhar ainda adolescente, Kerginaldo coordena uma agroindústria familiar especializada na produção de carnes nobres de ovinos e suínos. A propriedade possui unidade própria de beneficiamento, marca registrada, inspeção sanitária e um sistema produtivo construído para atender consumidores cada vez mais exigentes. A transformação não ocorreu por acaso nem foi resultado de um único investimento. Ela foi construída gradualmente, por meio da combinação entre experiência prática, busca por conhecimento e um longo processo de capacitação técnica que permitiu ao produtor enxergar novas possibilidades para um negócio que, durante anos, parecia incapaz de gerar renda suficiente para sustentar uma família.

Kerginaldo na sua propriedade, onde começa o processo de criação dos caprinos

A trajetória de Kerginaldo representa uma realidade comum a milhares de pequenos produtores do Nordeste. Em uma região marcada pela irregularidade das chuvas e por propriedades de pequeno porte, sobreviver da atividade rural exige mais do que tradição. Exige planejamento, gestão, conhecimento técnico e capacidade de adaptação. Foi justamente nesse processo que a atuação do Sebrae passou a fazer parte da história da família.

Kerginaldo na sua propriedade, onde começa o processo de criação dos caprinos.

“Eu não acreditava muito na possibilidade de um dia eu ter um produto legalizado, que pudesse entrar em qualquer supermercado, em qualquer restaurante. Eu não acreditava que era possível. A gente recebeu esse apoio, recebeu orientação, e fui vendo que era possível. Só não é fácil. Nunca foi fácil e acredito que nunca vai ser. Difícil, mas possível”, afirma o produtor.

A infância no campo e a responsabilidade precoce

Kerginaldo nasceu e cresceu na zona rural de Mossoró. O vínculo com o campo começou cedo. Apesar da forte ligação com a propriedade, sua infância foi marcada pelo incentivo à educação. O pai, Francisco Torquato, acreditava que o estudo poderia abrir caminhos que a vida rural da época não conseguia oferecer. Por isso, decidiu levar os nove filhos para a cidade em busca de melhores condições de ensino.

O plano familiar mudou de forma brusca quando Francisco morreu em um acidente. Com apenas 14 anos, Kerginaldo precisou assumir responsabilidades que transformaram completamente sua rotina. Como um dos filhos mais velhos, voltou para a propriedade para cuidar da área e garantir a continuidade das atividades da família.

A decisão exigiu sacrifícios. Os estudos ficaram para trás e a rotina passou a ser dominada pelo trabalho. Sem acesso à água e com uma estrutura limitada, a sobrevivência dependia da agricultura tradicional. Durante dois anos, ele tentou manter a propriedade funcionando, mas as dificuldades econômicas acabaram impondo um novo caminho.

A saída encontrada foi migrar temporariamente para Fortaleza. O período na capital cearense durou cerca de sete anos e serviu para acumular experiência, recursos e maturidade. Mesmo distante, porém, o objetivo permanecia o mesmo: retornar à terra onde nasceu.

Kerginaldo não acreditava que pudesse construir seus negócios por conta das dificuldades

 

“Passei lá uns sete anos, mas sempre com o sonho de voltar para a propriedade. Quando consegui voltar e a gente já tinha colocado água, começou realmente a minha história como produtor rural”, relembra.

O retorno coincidiu com uma nova fase da propriedade. A perfuração de um poço permitiu ampliar as possibilidades produtivas e abriu espaço para atividades que antes eram inviáveis. A família passou a investir na agricultura irrigada, especialmente na fruticultura. Mas a verdadeira paixão de Kerginaldo continuava sendo a pecuária.

Quando criar animais não era um bom negócio

Embora gostasse da criação de ovinos, Kerginaldo não conseguia enxergar viabilidade econômica na atividade. Os animais eram criados de forma convencional e vendidos como qualquer outro produto disponível no mercado. Não havia diferenciação, agregação de valor ou remuneração pela qualidade. A situação levou o produtor a buscar alternativas.

Em vez de viver da criação, passou a viver do comércio de animais. Comprava e vendia lotes de ovinos, intermediava negociações e movimentava rebanhos entre produtores. O negócio garantia renda, mas não realizava o desejo de construir uma atividade produtiva sustentável dentro da própria propriedade.

“Eu não via viabilidade na atividade de criar ovinos. O que me mantinha era comprar e vender. Sobrevivia do comércio. Criava porque gostava, mas não acreditava que dava para sustentar uma família apenas com isso.”

A percepção começou a mudar no início dos anos 2000, quando uma equipe do Sebrae chegou ao assentamento para apresentar uma proposta de consultoria técnica voltada aos produtores rurais da comunidade.

Hoje ele possui uma criação com vários animais

O primeiro contato com a assistência técnica

Até então, Kerginaldo conhecia o Sebrae apenas pela televisão. As reportagens exibidas em programas voltados para pequenos negócios pareciam distantes da realidade de quem vivia em uma pequena propriedade rural no semiárido. Quando os técnicos chegaram ao assentamento propondo um trabalho de consultoria, a iniciativa não despertou interesse da maioria dos produtores. Muitos acreditavam já possuir conhecimento suficiente para conduzir seus rebanhos. Kerginaldo decidiu participar.

“Eu pensei: vou ver se aprendo alguma coisa.”

A decisão marcou o início de uma relação que atravessaria mais de duas décadas. Logo na primeira reunião, ele fez uma pergunta que traduzia toda a sua desconfiança.

“Consegue ganhar alguma coisa criando ovelha?”

A resposta foi positiva, mas ele permaneceu cético. Afinal, já havia tentado produzir por conta própria e nunca encontrara rentabilidade. Os técnicos Felipe Barreto, zootecnista, e Faviano Moreira, médico-veterinário, iniciaram então um processo de diagnóstico da propriedade. O trabalho passou pela avaliação do tamanho da área, do potencial produtivo, da alimentação disponível, das características genéticas dos animais e das estruturas existentes. Foi o primeiro contato do produtor com conceitos de planejamento produtivo, manejo racional e gestão da atividade pecuária.

“A gente começou a conhecer as plantas da região, aprender a usar melhor o espaço, entender genética, alimentação e manejo. Rapidamente começaram a surgir soluções para coisas que eu achava impossíveis.”

 

Todo o processo de criação é baseado no conhecimento adquirido com a assistência de profissionais e a mentoria do SEBRAE

Conhecimento antes do dinheiro

Ao longo de mais de vinte anos de atividade rural, Kerginaldo formou uma convicção que repete sempre que participa de palestras ou conversas com outros produtores: conhecimento vale mais do que dinheiro quando o objetivo é construir um negócio sustentável. Segundo ele, muitos produtores associam desenvolvimento apenas ao acesso ao crédito. Embora reconheça a importância do financiamento, considera que os recursos financeiros produzem pouco resultado quando não são acompanhados de orientação adequada.

“A grande maioria responde que o mais importante é recurso financeiro. Claro que é necessário. Mas eu sempre digo que a gente precisa mais de conhecimento.”

A experiência prática reforçou essa percepção. As consultorias passaram a orientar decisões relacionadas à escolha de raças, alimentação, reprodução, genética e sanidade. A produtividade aumentou e os erros diminuíram. Mais do que apresentar tecnologias, os técnicos adaptavam as recomendações à realidade da propriedade.

“O que mais me encanta na consultoria é que o técnico não chega impondo uma solução pronta. Ele observa a realidade da propriedade, aproveita o conhecimento que o produtor já tem e mostra como aperfeiçoar aquilo.”

O impacto ultrapassou os limites da produção animal. Influenciado pela importância que passou a atribuir ao conhecimento, Kerginaldo retomou os estudos depois dos 40 anos. Concluiu etapas da educação básica, participou do Enem e chegou a ingressar em cursos superiores. Embora não tenha conseguido concluir a graduação, transformou a educação em prioridade dentro da família. Hoje, todos os filhos estudam ou já concluíram cursos superiores.

A criação de suínos também faz parte do negócio.

O aprendizado com as cabras leiteiras

Nem todas as mudanças aconteceram imediatamente. Apesar da evolução produtiva, o mercado local ainda não estava preparado para remunerar um cordeiro produzido com mais tecnologia e maior custo de produção. O resultado foi uma nova mudança de rota. A família passou a investir na caprinocultura leiteira, atividade que oferecia melhores condições de comercialização naquele momento. Durante aproximadamente oito anos, a produção de leite de cabra tornou-se o principal negócio da propriedade. O período foi marcado por uma nova sequência de consultorias e aperfeiçoamentos técnicos. Houve avanços na genética dos animais, no manejo alimentar, nos processos de ordenha e nos índices produtivos.

“Conseguimos ter uma produção extraordinária de leite. Tudo baseado em orientação técnica.”

O modelo funcionou até que a atividade começou a perder força na região. Com a redução da viabilidade econômica, surgiu a necessidade de buscar novos caminhos mais uma vez.

O retorno aos ovinos e a busca por um produto diferenciado

Quando voltou a investir nos ovinos, Kerginaldo encontrou um cenário diferente daquele que havia conhecido anos antes. O mercado regional começava a absorver produtos de maior qualidade e surgiam consumidores interessados em carnes mais padronizadas. O produtor enxergou uma oportunidade. A estratégia passou a ser produzir cordeiros cada vez mais jovens e precoces. O objetivo era entregar uma carne mais macia, mais suculenta e capaz de atender nichos de mercado dispostos a pagar mais pela qualidade.

“Nunca me conformei em fazer qualquer coisa. Sempre quis fazer uma coisa melhor.”

A produção foi reorganizada com foco na padronização. Os cordeiros passaram a ser criados em estruturas específicas, recebendo alimentação balanceada desde os primeiros dias de vida. O sistema foi desenhado para reduzir estresse, melhorar o ganho de peso e garantir qualidade uniforme aos animais destinados ao abate. A propriedade também passou a trabalhar em parceria com outros pequenos criadores da região, recebendo animais para terminação e agregando valor à produção de produtores vizinhos.

O espaço é pensado para ter toda a assistência possível ao animal e garantir a qualidade do produto.

O desafio de vender e não apenas produzir

Produzir um animal de qualidade superior resolveu apenas parte do problema. O desafio seguinte era transformar qualidade em rentabilidade. Durante anos, Kerginaldo forneceu animais para empresas e marcas já estabelecidas. Embora a atividade gerasse receita, a maior parte do valor agregado permanecia fora da propriedade. Foi nesse momento que surgiu a ideia de criar uma marca própria. A decisão exigia investimentos elevados e um processo complexo de adequação sanitária, estrutura física e regularização. O apoio técnico tornou-se novamente decisivo. Com a participação da Secretaria Municipal de Agricultura, do Serviço de Inspeção Municipal e do Sebrae, a família iniciou a construção de sua unidade de beneficiamento.

“O Sebrae começou a nos orientar na construção da unidade e na legalização da nossa marca. Foi quando a gente começou a entender como agregar valor ao produto.”

O processo culminou na criação da Torquato Carnes Nobres, marca especializada em carnes de cordeiro e suíno produzidas dentro dos padrões exigidos pela legislação sanitária. A mudança representou uma nova etapa na trajetória da propriedade. Pela primeira vez, a família não comercializava apenas animais. Passava a comercializar um produto com identidade própria.

Fracionar os cortes antes da venda foi um dos aprendizados que a consultoria do SEBRAE possibilitou.

Da propriedade rural para a agroindústria familiar

A evolução da empresa aconteceu paralelamente ao crescimento dos filhos, que passaram a assumir funções estratégicas no negócio. A filha mais velha tornou-se médica veterinária e hoje responde tecnicamente pela operação. Robson se especializou em cortes especiais e atua diretamente no processamento das carnes. O filho Rian assumiu atividades relacionadas ao manejo dos animais. A estrutura familiar tornou-se parte da estratégia de crescimento. Ao mesmo tempo em que amplia a renda da propriedade, o negócio cria oportunidades para que as novas gerações permaneçam no campo sem abrir mão da qualificação profissional.

“Todo mundo coopera. Cada um ajuda de uma forma. E todos estudam.”

A combinação entre educação, sucessão familiar e empreendedorismo transformou a propriedade em um exemplo de permanência produtiva no meio rural.

Rian, filho mais novo de Kerginaldo ajuda o pai no manejo dos animais.

Robson, filho mais velho, se especializou no corte.

Transformação que vai além da porteira

Para Franco Marinho, gestor do Sebrae, a história de Kerginaldo representa exatamente o tipo de transformação que a instituição busca estimular nas cadeias produtivas da ovinocultura, caprinocultura e suinocultura. Segundo ele, o trabalho começa com o diagnóstico da propriedade e evolui para ações de capacitação, consultoria, gestão, inovação e acesso a mercados.

“O objetivo é que o produtor deixe de atuar apenas como fornecedor de matéria-prima e passe a ocupar posições mais estratégicas na cadeia produtiva, aumentando sua rentabilidade e competitividade.”

No caso de Kerginaldo, o processo incluiu a modernização da produção, a adoção de práticas de gestão, a agregação de valor por meio da agroindustrialização e a construção de uma marca própria.

“O apoio em temas como obtenção do Serviço de Inspeção Municipal, adequação sanitária, processamento de carnes e comercialização de cortes especiais permite que produtores ampliem sua participação no mercado e obtenham melhores preços pelos produtos”, afirma Franco.

Segundo ele, os efeitos aparecem não apenas na renda das famílias, mas também na geração de empregos, no fortalecimento das economias locais e na permanência da população no meio rural.

A nora de Kerginaldo, esposa de Robson também trabalha no processo final de conservação das carnes.

Um futuro construído pelo conhecimento

Ao caminhar pelos currais onde os cordeiros são criados em sistema de confinamento, Kerginaldo costuma lembrar da pergunta que fez aos consultores mais de vinte anos atrás: seria possível viver da criação de ovinos em uma pequena propriedade do semiárido? A resposta levou décadas para ser construída.

Ela passou por erros, mudanças de atividade, investimentos, estudos, capacitações e pela disposição permanente de aprender. Passou também pela compreensão de que produzir bem é apenas uma parte do negócio e que conhecimento pode ser tão importante quanto terra, água ou crédito.Hoje, a pequena propriedade que parecia incapaz de sustentar uma família abriga uma agroindústria familiar legalizada, especializada em carnes nobres e conectada a mercados que antes pareciam inalcançáveis. A transformação não eliminou as dificuldades do campo. Mas mostrou que elas podem ser enfrentadas quando experiência, inovação e orientação técnica caminham na mesma direção.

“Não é fácil”, diz Kerginaldo. “Mas é possível.”

E é justamente nessa possibilidade que sua história encontra significado: a demonstração de que o conhecimento pode transformar uma atividade tradicional em um negócio capaz de gerar renda, oportunidades e perspectivas para as próximas gerações do semiárido.

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Cultura

Confira os horários das atrações do “Pingo da Mei Dia” 2026

Neste sábado (6), pontualmente às 12h, o “Pingo da Mei Dia”, maior bloco junino do país, abre a programação do “Mossoró Cidade Junina” 2026. Serão 14 atrações entre artistas e bandas nacionais, regionais e locais animando o grande público.

Confira os horários.

12h – Analu

12h30 – Gianinni Alencar

13h – Banda Grafith

13h30 – Forró dos 3

14h30 – Caroline Melo

15h – Nattan

15h30 – Aline Reis

16h30 – Banda Guto Fortunato

17h – Bell Marques

17h30 – Nilson Viana

18h – Banda Inala

19h – Alex do Acordeom

20h30 – Darlan Dias

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Política

João Maia aposta em Allyson no 1º turno, antecipa reforços na nominata e vê Zenaide em vantagem

Em entrevista ao programa Meio Dia TCM, da Rádio 95 FM de Mossoró, apresentado pelos jornalistas Saulo Vale e Tárcio Araújo, o deputado federal e presidente estadual do Progressista, João Maia, demonstrou confiança no desempenho do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), na disputa pelo Governo do Estado.

Segundo João Maia, Allyson chega ao cenário eleitoral como um nome competitivo e com potencial para vencer a disputa ainda no primeiro turno. “A tendência é de um primeiro turno. São grandes as chances de não ter segundo turno”, afirmou o deputado.

João Maia ressaltou que baseia suas avaliações em pesquisas qualitativas realizadas para consumo interno e também em levantamentos publicados por institutos de pesquisa.

O parlamentar também destacou a estratégia da federação União Brasil e Progressista para as eleições. Segundo ele, o partido ganhará reforços nos próximos dias para as nominatas de deputado federal.

João Maia afirmou ainda que a disputa proporcional no Rio Grande do Norte se tornou quase uma eleição majoritária, diante do alto grau de competitividade entre os candidatos.

Senado

Ao comentar a disputa pelo Senado, João Maia avaliou que a decisão da governadora Fátima Bezerra (PT) de permanecer no cargo até o fim do mandato e não disputar uma vaga no Senado acabou favorecendo a senadora Zenaide Maia (PSD). Para ele, a ausência de Fátima na corrida eleitoral fortalece o projeto de reeleição de Zenaide, que “já possui densidade eleitoral e aparece entre os nomes mais competitivos para uma das duas vagas em disputa”.

João Maia também analisou o cenário do PT para o Senado e apontou dificuldades para a pré-candidatura da vereadora natalense Samanda Alves. Segundo ele, a parlamentar ainda enfrenta o desafio de ampliar seu nível de conhecimento junto ao eleitorado potiguar.

“Se ela for numa feira do Alecrim, pouca gente a conhece”, avaliou o deputado, ao defender que a petista precisaria ganhar maior projeção estadual para entrar em condições mais competitivas na disputa.

Confira o Meio Dia TCM na íntegra.

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Política

João Maia quer incluir duplicação da avenida Francisco Mota no orçamento federal

O deputado federal João Maia (PP) pretende incluir no Orçamento Geral da União de 2027 a obra de duplicação da Avenida Francisco Mota, em Mossoró.

A via é considerada estratégica para a mobilidade urbana da cidade por ligar bairros populosos e concentrar o acesso a importantes instituições de ensino, como a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

Em entrevista nesta sexta-feira (5) aos jornalistas Saulo Vale e Tárcio Araújo, da 95 FM de Mossoró, durante o programa Meio Dia TCM, o parlamentar afirmou que a obra foi solicitada tanto pelo ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) quanto pelo atual prefeito Marcos Medeiros (Republicanos).

“Esse é um pedido tanto do ex-prefeito Allyson quanto do prefeito Marcos Medeiros. É uma obra que não deve vir de emendas, até pelo seu valor em torno de R$ 90 milhões, mas deve vir através do orçamento federal. Eu assumi esse compromisso com o prefeito e com o povo de Mossoró”, declarou.

João Maia ressaltou que integra a Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, condição que, segundo ele, facilita a articulação para inclusão do projeto no orçamento federal.

O deputado acredita que a obra pode ser viabilizada por meio de recursos da União, diante do alto custo estimado para sua execução.

Confira a entrevista com João Maia na íntegra.

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Política

Prefeito e vice-prefeita eleitos de Itaú já serão empossados na segunda-feira

Blog Apodi 360 (Por Josemario Alves)

A Justiça Eleitoral definiu a diplomação do prefeito e vice-prefeita eleitos de Itaú, nas eleições suplementares.

O prefeito eleito José Roberto Pezão (União Brasil) e a vice-prefeita Rosa Basílio (União Brasil) serão diplomados na próxima segunda-feira, dia 8 de junho, às 16h.

O ato formal acontecerá no Fórum da Comarca de Apodi.

A novidade do anúncio é a autorização da Justiça para que a posse dos eleitos ocorra imediatamente após a entrega dos diplomas.

Em ofício encaminhado ao presidente da Câmara Municipal de Itaú, José Melo Filho, o juiz eleitoral da 45ª Zona Eleitoral, Fábio Ferreira Vasconcelos, esclareceu que, logo após o ato de diplomação, os novos gestores estarão “legal e integralmente aptos” para assumir o Poder Executivo local.

As novas eleições de Itaú foram realizadas no dia 17 de maio, após a cassação do então prefeito André Júnior (PP) por abuso de poder.

O então candidato da oposição – Pezão – foi eleito com 2469 votos e tomará posse nesta segunda-feira.

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Cultura

Prefeitura de Mossoró avança na restauração de casarão histórico

A Prefeitura de Mossoró transformou um casarão histórico, patrimônio do município, preservando a identidade do prédio e valorizando a memória da cidade.

Construído no século passado, o casarão é uma das edificações antigas que mantêm viva a história de Mossoró.

Na primeira fase de restauração do prédio, o município recuperou toda a fachada, respeitando as linhas arquitetônicas e as cores utilizadas na época.

O próximo passo é restaurar a edificação na área interna, garantindo que os elementos arquitetônicos sejam preservados para as futuras gerações.

O casarão está localizado na avenida Alberto Maranhão, ao lado do Palácio da Resistência, no Centro de Mossoró.

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PL e PT lideram repasse bilionário do Fundo Eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nessa quarta-feira, 3, como serão distribuídos R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para os 30 partidos que vão disputar as eleições de outubro.É o conhecido Fundo Eleitoral.

O Partido Liberal (PL) foi a sigla com maior valor destinado pelo FEFC, algo em torno de R$ 881,7 milhões. Em seguida, aparecem o Partido dos Trabalhadores (PT), com aproximadamente R$ 615,4 milhões, e o União Brasil, com cerca de R$ 526,2 milhões.

Juntas, as três legendas concentram aproximadamente 40% do montante distribuído pelo Fundo Eleitoral.Confira acima os valores destinados a cada partido político para as Eleições 2026.

Imagem: TSE

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Cultura

Ex-prefeito João Newton da Escóssia completaria 100 anos neste sábado reunindo uma família de várias gerações

Por Bruno Barreto (Blog do Barreto)

Neste sábado, 6 de junho, teremos o centenário de um dos prefeitos mais emblemáticos da história de Mossoró: João Newton da Escóssia.

Nascido em Mossoró filho do casal Augusto da Escóssia Nogueira e Maria Alaíde Araújo da Escóssia, a trajetória de João Newton inicia os estudos no Colégio Diocesano e em seguida ele se torna passa a integrar o Seminário Santa Terezinha entre 1938 e 1942 depois se transferindo para o Seminário São Pedro, em Natal em 1943.

No ano seguinte retorna ao Seminário Santa Terezinha onde fica mais um ano em seguida assumindo o cargo de professor. O passo seguinte foi cursar direito na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no Campus de Souza. Em 12 de março de 1949 se casa com Iracy Santos da Escóssia com quem tem nove filhos: Jandyra, Aurora, Carlos Escossia, Silvana, Ricardo Augusto, Vera, Roberto, Ricardo Santos da Escóssia, Junior Escóssia e Cláudio.

Após se dedicar a iniciativa privada, estreia na política ao ser eleito vereador exercendo mandato entre 1956 e 1959. Em 1974 se elege deputado estadual e em 1976 conquista a Prefeitura de Mossoró com 20.165 votos derrotando Leodécio Néo, Assis Amorim e Antônio Rodrigues de Carvalho. Fez uma gestão marcada pelo estilo austero e intensa fiscalização de obras. A rigidez era tamanha que ganhou o apelido de “João Não”.

Apesar disso, é lembrando por quem viveu sua gestão como um dosmelhores prefeitos que Mossoró já teve justamente pelo zelo com as contas públicas. Foi em sua administração que foi organizada a infraestrutura urbana com a delimitação de bairros que facilitou o planejamento de obras e organização da cidade.

Foto: arquivo

Foi ele quem iniciou a pavimentação asfáltica em ruas centrais de Mossoró. Além disso, foi realizado um programa de pavimentação em diversos bairros da cidade. Outro foco da gestão foi a abertura de galerias fluviais e assinatura de convênios para investimentos em Mossoró com a Empresa Brasileira de Transportes Urbanos (EBTU), Companhia Nacional de Desenvolvimento Urbano (CNBU) e Banco Nacional de Habitação (BNH). O prefeito ainda ampliou o abastecimento hídrico na zona rural com a perfuração de poços.

Na educação ele construiu a Escola Professor Antônio Fagundes no Aeroporto, comprou o prédio onde funciona Escola Cônego Francisco Sales e construiu a escola Ricardo Vieira do Couto, no Jucuri. Além disso, reformou as escolas Joaquim Borges, Felício Moura, Duarte Filho e Manoel Assis. Ele ainda construiu postos de saúde em Passagem de Pedra, Jucuri, Juremal e Lagoinha. Em sua gestão que foi concluído o contorno do Estádio Nogueirão.

Foi João Newton quem transformou a antiga cadeia pública no Museu Lauro da Escóssia. João Newton deixou a Prefeitura de Mossoró no início de 1982 para ser candidato a deputado estadual. Não conseguiu se eleger. Tentou mais uma vez em 1986, mais uma vez não foi eleito. Mas ficou marcado com um dos prefeitos mais emblemáticos de Mossoró.

Família

Foto: arquivo

João Newton deixou uma prole que já reúne quatro gerações sendo nove filhos, 29 netos, 35 bisnetos e 2 trinetos. Quis o destino, que o único de seus filhos que entrou para a político fosse justamente o que carregava o seu nome.

João Newton da Escóssia Junior, conhecido como Junior Escóssia, foi vereador entre 1989 e 2008. Foi presidente da Câmara Municipal entre 2004 e 2008, chegando a assumir a Prefeitura de Mossoró interinamente em 2007. Ainda há Joao Newton da Escossia Neto, que também carrega seu nome.

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Política

Petras defende Hospital Municipal, reivindica novas rotatórias e explica apoios políticos

O vereador Petras Vinícius (PSD) foi o entrevistado desta quinta-feira (4) do programa Meio Dia TCM, transmitido diariamente pela Rádio 95 FM de Mossoró e apresentado pelos jornalistas Saulo Vale e Tárcio Araújo.

Durante a entrevista, o parlamentar saiu em defesa do Hospital Municipal de Mossoró, inaugurado no início deste ano, em meio às críticas feitas por setores da oposição sobre o funcionamento da unidade.

Críticos alegam que o equipamento seria uma policlínica operando com a denominação de hospital. Petras rebateu os questionamentos e destacou os serviços prestados pela unidade, especialmente a realização de cirurgias eletivas.

Segundo o vereador, o Hospital Municipal tem desempenhado papel importante na redução da demanda reprimida por procedimentos cirúrgicos, contribuindo, inclusive, para zerar filas em algumas especialidades.

Na área política, Petras também detalhou os apoios para as eleições deste ano. Para deputado federal, afirmou que apoiará Kelps Lima (União Brasil). Já para deputado estadual, mantém o apoio a Kleber Rodrigues (PP). Para o Governo do Estado, disse que está com o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). Ao Senado, reafirmou apoio à senadora Zenaide Maia (PSD), mas informou que ainda não definiu o segundo voto para a disputa senatorial.

O vereador também aproveitou a entrevista para reivindicar melhorias na mobilidade urbana de Mossoró. Segundo ele, foi encaminhado pedido ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a implantação de duas novas rotatórias: uma na entrada e saída do Conjunto Nova Mossoró e outra no bairro Sumaré, pontos considerados estratégicos para a organização do tráfego e a segurança viária.

O Meio Dia TCM pode ser acompanhada na íntegra no canal da emissora no YouTube, no vídeo abaixo.

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Política

Presidente da Câmara de Tibau sofre três tiros em Mossoró

Mossoró Hoje

O presidente da Câmara Municipal de Tibau, vereador Adeilton Teixeira de Oliveira foi baleado na noite desta quarta-feira, 3, na região do Redenção, em Mossoró-RN.

O vereador foi socorrido, inicialmente, para o Hospital da Hapvida e, posteriormente, estava previsto ser transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia, com escoltado pela polícia.As primeiras informações são que Adeilton foi vítima de assaltantes.

Porém, quando o delegado Renato Oliveira, do Plantão da Polícia Civil, falou com a vítima, testemunhas e o filho da vítima, passou a acreditar em tentativa de homicídio.

Adeilto sofrido três tiros, sendo um na perna, outro no braço e um transfixante no ombro. O filho teria acertado o atirador com uma garrafa de café, afugentando-o.

O quadro dele é estável.O caso deve ser registrado na Delegacia de Policia Civil de Plantão e encaminhado para investigação dos policiais da Delegacia Especializada de Furtos e Roubo e ou de Homicídios.

A tentativa de latrocínio e ou de assassinato teria ocorrido nas imediações da loja de móveis que Adeilton Teixeira de Oliveira é proprietário no bairro Redenção, em Mossoró.

A Câmara de Tibau emitiu nota oficial.

A Câmara Municipal de Tibau/RN informa que o presidente desta Casa Legislativa, Adeilton Teixeira, foi vítima de uma tentativa de assalto na noite de ontem, na cidade de Mossoró/RN, ocasião em que sofreu três disparos de arma de fogo.

O presidente foi prontamente socorrido e encaminhado para atendimento hospitalar, onde passará por procedimento cirúrgico. Informamos que ele se encontra consciente, orientado e com quadro clínico estável.

Novas informações serão divulgadas oportunamente por meio dos canais oficiais.

Câmara Municipal de Tibau/RN

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