A Administração da Associação Quintas do Lago emitiu nota nesta quinta-feira, após protesto realizado por ONGs e um grupo de moradores, que denunciou maus tratos a animais dentro e nos arredores aos condomínio.
A nota diz que as denúncias são inverídicas e diz que o condomínio realiza o Programa de Manejo e Realojamento de Felinos Errantes, com respeito a ‘todos os protocolos legais’.
A manifestação da administração traz ainda outra versão da morte da gatinha Lucy, citada em protestos como possível vítima de maus tratos.
Confira a nota na íntegra.
Chegou a hora da Associação Quintas do Lago se posicionar com a verdade a respeito de denúncias, inverídicas, sobre supostos maus-tratos de animais no condomínio:
1 – A administração da Associação Quintas do Lago lamenta profundamente o óbito da gatinha Lucy, reconhece o sofrimento causado por essa perda e se solidariza com os responsáveis pelo animal e demais enlutados.
2 – Por razões ambientais, sanitárias, legais e de gestão urbana, o condomínio realiza o Programa de Manejo e Realojamento de Felinos Errantes, em sua área de compensação ambiental. Essa política tem como princípio o bem-estar animal, a responsabilidade sanitária e o estímulo à adoção, jamais qualquer prática de maus-tratos.
3 – Esse serviço respeita todos os protocolos legais e é prestado à Associação Quintas do Lago pela Empresa de Saúde Única (EMSUV), devidamente habilitada para tal. Consiste, com o objetivo de controlar a superpopulação de animais errantes, no resgate de gatos em áreas comuns do condomínio, no encaminhamento para exames veterinários e, em seguida, para ONGs, com fins de adoção.
Até o momento, foram resgatados 36 gatos, sem histórico de óbito, e todas os resgates foram devidamente informados ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).
4 – No caso específico da gatinha Lucy, o veterinário de plantão da EMSUV a encontrou em área comum do condomínio no dia 9 de janeiro de 2026. Ao resgatá-la, percebendo que apresentava prostração e abaulamento abdominal (barriga inchada), conduziu-a para atendimento especializado no Hospital Veterinário Quatro Patas, onde deu entrada às 6h06 do mesmo dia.
5 – Do transporte ao atendimento no hospital, os médicos veterinários cumpriram rigorosamente os protocolos estabelecidos pelas resoluções do Conselho Federal de Medicina Veterinária nº 1.275/2019, em seu artigo 10, e nº 1.236/2018, artigo 5º, inciso XIII, que disciplinam o que configura crueldade, abuso e maus-tratos.
6 – Conforme prontuário do Hospital Quatro Patas, a gatinha Lucy, após consulta na Clínica Geral e exames na Enfermaria, foi diagnosticada com grave quadro de azotemia pré-renal associada a fecaloma (fezes ressecadas) em grande quantidade no reto, cólon descendente, cólon transverso e cólon ascendente, além de megacólon (dilatação grave do cólon) e bexigoma (dilatação grave da bexiga), com deslocamento cranial e risco de ruptura. Os exames de eletrólitos apontaram potássio em níveis muito elevados, indicando risco imediato de arritmia fatal e morte súbita, especialmente em quadros associados à azotemia.
7 – Com a evolução do quadro e a impossibilidade de eliminação das fezes e da urina por meios conservadores, Lucy estava sendo preparada para cirurgia de urgência. Contudo, aproximadamente uma hora antes do procedimento, sofreu parada cardíaca e, apesar das manobras de ressuscitação cardiorrespiratória, não houve sucesso, vindo o animal a óbito por volta das 16h do dia 10 de janeiro.
8 – Todos os procedimentos realizados pelo hospital para salvar a vida do animal foram devidamente autorizados pela empresa EMSUV, responsável pelo encaminhamento e guarda do animal, conforme termos assinados por seu representante.
9 – Apesar de todo o amparo prestado à Lucy pelo Quintas do Lago, empresa EMSUV e Hospital Quatro Patas, não foi possível realizar a análise pós-morte do corpo do animal, uma vez que este foi retirado do estabelecimento, sem autorização, pelo senhor Kalyl Lamarck, que adentrou o hospital ameaçando a equipe médica e funcionários, saindo com o corpo do animal para local desconhecido.
10 – Em razão desse fato, também não foi possível a entrega do corpo de Lucy ao representante da empresa EMSUV, responsável pelo animal perante o hospital.
Diante da retirada indevida, foi lavrado Boletim de Ocorrência (BO) na Polícia Civil.
11 – A Associação Quintas do Lago, por meio de seus representantes legais, está colaborando com a apuração do caso junto à 3ª Promotoria de Justiça de Mossoró e permanece à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos sobre o Programa de Manejo e Realojamento de Felinos Errantes, ao mesmo tempo em que lamenta tentativas de distorcer, perante a opinião pública, iniciativa de tamanha relevância.
O Quintas do Lago não mata. Protege a vida dos felinos. Atenciosamente,
Administração da Associação Quintas do Lago