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Utilidade Pública

Mais de mil pessoas aguardam por doação de órgãos no RN

O ato de doar órgãos representa a esperança de vida para quem está na fila de espera. E no Rio Grande do Norte, neste início de setembro, 1.043 pessoas estão aguardando por um coração, um rim ou uma córnea. Os dados são da Central de Transplantes do RN, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Ao longo do mês, a campanha do Setembro Verde em prol da doação de órgãos vai reforçar junto à sociedade a importância da ação. De acordo com o Ministério da Saúde, a cada 14 pessoas que manifestam interesse em doar, apenas quatro terminam doando efetivamente, sendo a recusa familiar um dos principais entraves.

A importância da doação, o diálogo em casa e o papel central da informação estiveram entre os temas da abertura da campanha do Setembro Verde da Sesap, que tem como lema “Super humanos, vidas que doam vida”. O evento, realizado no Hospital Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim, reuniu gestores, profissionais de saúde, familiares de doadores e transplantados na manhã deste dia 1º.

Até meados de agosto, foram feitos 185 transplantes no estado, sendo um de coração, 37 de rins, 63 de medula óssea (este dado até julho) e 84 de córneas.

Além dos procedimentos de transplante, a Central e a Sesap também coordenam a captação dos órgãos junto a hospitais em todo o estado e, por vezes, o envio desses órgãos a outros locais do país, principalmente em parceria com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Civil (Sesed) e a Força Aérea Brasileira.

Pacientes aguardando órgãos no RN
Coração – 2
Medula – 22
Rins – 363
Córneas – 656

Total – 1.043

Transplantes realizados em 2025
Coração – 1
Medula óssea – 63 (dados até julho)
Rins – 37
Córneas – 84

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Cultura

VIII Salão Dorian Gray reúne centenas de convidados e artistas

Mossoró viveu, neste sábado, um momento histórico para a cultura potiguar com a abertura do VIII Salão Dorian Gray de Arte Potiguar, realizado na Pinacoteca e Memorial da Ufersa/Esam. O evento reuniu cerca de 200 convidados, entre eles autoridades, artistas, intelectuais e admiradores das artes visuais, consolidando-se como um dos maiores encontros de artes plásticas do Rio Grande do Norte. O salão segue aberto até 30 de setembro na PIM/Ufersa.

A solenidade de abertura contou com a presença de autoridades políticas e culturais, com nomes expressivos da cena artística de Mossoró, além de artistas vindos de Natal e até de Fortaleza, demonstrando o alcance regional do evento.

Durante a cerimônia, houve visita guiada conduzida pelo curador professor Manoel Onofre, que apresentou ao público as obras e destacou a relevância dos artistas mossoroenses. “Cada artista local teve a oportunidade de falar sobre seu processo criativo e compartilhar um pouco da trajetória que deu origem às obras expostas”, destacou Isaura Amélia Rosado, colaboradora da Sociedade Amigos da Pinacoteca, que realiza o Salão, representou o Presidente da SAPP, médico e artista Iaperi Araújo.

O momento foi marcado ainda por intervenções poéticas com homenagens aos diversos artistas plásticos, entre eles Alfredo Neves, Iaperi Araújo e Dorian Gray Caldas, reforçando a integração entre literatura e artes visuais.

Outro ponto alto foi o lançamento da 11ª edição da Revista Paleta e do catálogo oficial do salão, apresentados pelo artista Alfredo Neves. As publicações reúnem críticas, análises e registros das obras participantes, contribuindo para a memória e valorização da arte potiguar.

Com uma presença maciça de artistas — cerca de 80 participaram ativamente da abertura —, o VIII Salão Dorian Gray de Arte Potiguar reafirma sua vocação de ser um espaço de diálogo, reflexão e difusão cultural, aproximando o público da diversidade e riqueza da produção artística do estado.

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Política

MP de Contas pede suspensão de terceirização das UPAs de Natal

O Ministério Público de Contas do Rio Grande do Norte (MPC/RN) recomendou a suspensão dos chamamentos públicos que previam a terceirização da gestão das quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Natal — Potengi, Pajuçara, Cidade da Esperança e Satélite.

A decisão consta de parecer apresentado no Processo nº 2551/2025, após escuta inédita da comunidade de saúde e vistorias presenciais.

Segundo o documento, não há estudos técnicos consistentes que comprovem a vantajosidade da terceirização.

O MPC apontou que as propostas apresentadas pelas Organizações Sociais são genéricas, sem conexão com os problemas reais das unidades, e que a ausência de memória de cálculo pode gerar custos ocultos e aditivos onerosos.

Relatos comoventes

As respostas abertas do questionário aplicado nas UPAs revelaram situações graves: partos improvisados em banheiros, recém-nascidos ventilados manualmente por horas na falta de equipamentos, idosos em poltronas quebradas por semanas e mortes atribuídas à ausência de insumos e falhas em respiradores.

“Perdi meu pai esperando uma transferência que nunca chegou”, relatou um usuário ouvido na consulta”.

“Meu filho ficou quatro horas sendo ventilado com o ambu, porque o respirador estava quebrado”, disse outra mãe.

O MPC afirmou no parecer: “Esta Procuradora chorou diante do sofrimento narrado, do heroísmo dos profissionais e da dor dos usuários. A escuta trouxe mais do que dados — trouxe lamentos e gritos silenciosos que pediam o registro de que alguém ouviu e se fez presente.”

Conclusões sobre cada UPA

UPA Potengi (ISAC) – Proposta genérica e sem diagnóstico, em desacordo com os problemas de superlotação e falta de insumos.

UPA Pajuçara (ISAC) – Ausência de estudo de viabilidade e situação estrutural crítica, com entrada insegura e improvisos em emergências.

UPA Cidade da Esperança (CEPHRECE) – Estrutura comprometida, equipamentos enferrujados e profissionais sem remuneração há meses.

UPA Satélite (Humaniza) – Falhas econômicas graves e ausência de diagnóstico concreto da unidade.

Próximos passos

O MPC pediu medida cautelar ao Tribunal de Contas para suspender os certames até que estudos técnicos específicos sejam apresentados e os Conselhos de Saúde participem efetivamente das decisões.

A manifestação ressalta que não cabe ao órgão escolher o modelo de gestão, mas zelar para que qualquer decisão seja legítima, transparente e fundada na verdade.

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Utilidade Pública

Setembro tem bandeira vermelha 2 e conta de luz segue mais cara

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, na sexta-feira (29/08), que a bandeira tarifária que estará em vigor em setembro é a vermelha patamar 2.

Isso significa que as contas de energia elétrica terão adicional de R$ 7,87 (sete reais e oitenta e centavos) para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A decisão abrange todos os estados brasileiros e, segundo a Aneel, a medida foi adotada em razão da continuidade do risco hidrológico provocado pela diminuição do volume de chuvas nas áreas onde estão instaladas as hidrelétricas.

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