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Produção de leite e ovos de galinha cresce no RN

A Pesquisa da Pecuária Municipal, divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira, revela dados sobre outros três produtos de origem animal presentes no Rio Grande do Norte: leite, ovos de galinhas e ovos de codorna.

Em 2024, a produção de leite apresentou uma variação positiva de 2,41% em relação ao ano anterior, alcançando mais de 394 milhões de litros produzidos.

Em valor, o produto somou pouco mais de R$ 981 milhões, um crescimento nominal de 5,20% frente ao valor pago aos produtores em 2023. O leite responde por 52,86% do total do valor de produção dos produtos da pecuária potiguar.

O município de Caicó, na microrregião Seridó, continua sendo o maior produtor de leite do estado. No ano passado, foram 41 milhões de litros produzidos no município, um aumento de 20,53% em comparação com 2023.

Cinco municípios com maior produção de leite do RN em 2024

1. Caicó – 41,0 milhões (litros)
2. Jucurutu – 28,3 milhões (litros)
3. Jardim de Piranhas – 15,3 milhões (litros)
4. Santana do Matos –12,3 milhões (litros)
5. Jardim do Seridó – 11,9 milhões (litros)

A produção de ovos de galinhas registrou um crescimento mais expressivo, de 10,61%, chegando ao total de 93 milhões de dúzias de ovos produzidos no RN no

ano passado. O aumento foi ainda maior em valor de produção, que cresceu 29,64% em 2024 na comparação com o ano anterior, em termos nominais. O estado é o quarto maior produtor de ovos de galinha do Nordeste, atrás apenas de Pernambuco, Ceará e Bahia.

A produção de ovos está presente em todos os municípios potiguares, mas Mossoró, na região Oeste, permanece como o maior produtor do estado, com 1,38 milhão de dúzias de ovos de galinhas produzidos no último ano.

O município é acompanhando de perto por Parnamirim, que produziu 12 milhões de dúzias no mesmo período.

Cinco municípios com maior produção de ovos de galinha do RN em 2024

1. Mossoró – 13,8 milhões (dúzias)
2. Parnamirim – 12 milhões (dúzias)
3. Macaíba – 10,2 milhões (dúzias)
4. Governador Dix-Sept Rosado – 10,2 milhões (dúzias)
5. Ceará-Mirim – 9 milhões (dúzias)

Na contramão dos demais produtos de origem animal, a produção de ovos de codorna em território potiguar apresentou um recuo de 8,03% na quantidade produzida em 2024, ante 2023.

A quantidade caiu de 1,806 milhão para 1,661 milhão de dúzias de um ano para o outro. A queda foi acompanhada pela baixa no valor total de produção, que somou R$ 3,77 milhões no último ano, uma variação -4,51%.

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TCE manda governo sanar déficit de R$ 54,3 bilhões na Previdência do RN

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) decidiu nesta quarta-feira (17) determinar uma série de medidas que buscam evitar um quadro de insolvência para o pagamento de aposentados: o déficit atuarial do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do RN atingiu a marca de R$ 54,3 bilhões. Esse desequilíbrio a longo prazo, que significa a diferença entre o que o Estado tem de recursos e o que precisará pagar no futuro em aposentadorias e pensões, aponta que não haverá dinheiro suficiente para honrar todos os compromissos.

Diante da gravidade do quadro, num contexto de fiscalizações e auditorias regulares nos últimos anos que evidenciaram a crise no sistema previdenciário estadual, o TCE determinou que o Instituto de Previdência do Estado (Ipern) se abstenha de realizar novos resgates das aplicações financeiras do Fundo Previdenciário, além de, junto ao Governo do Estado, elaborar um plano de ação com medidas estruturantes para o reequilíbrio das contas, a ser apresentado no prazo de 60 dias úteis.

O plano de ação deve mostrar de forma clara como será feito o ajuste das contas da Previdência, reduzindo o déficit financeiro e equilibrando os recursos existentes com as despesas futuras de aposentadorias e pensões. As medidas precisam incluir um novo estudo atuarial, a elaboração de um projeto de lei a ser enviado à Assembleia Legislativa e a criação de estratégias que garantam a formação de reservas financeiras suficientes para sustentar os pagamentos no longo prazo.

As determinações foram impostas no âmbito do processo nº 3136/2024-TC, durante julgamento realizado pelo Tribunal Pleno nesta quarta-feira (17). Os conselheiros aprovaram à unanimidade o voto-vista relatado pelo conselheiro Antonio Ed Souza Santana, entre os quais a relatora originária do processo, conselheira substituta Ana Paula Gomes, e o conselheiro Paulo Roberto Alves, que havia relatado um primeiro voto-vista.

“É uma situação caótica. Alguma coisa precisava ser feita. E acho que ninguém melhor que o Tribunal de Contas, órgão constitucionalmente incumbido de fazer esse controle, sob o ponto de vista atuarial, previdenciário, legal, de legitimidade e economicidade, exercer o seu papel constitucional, com prudência e equilíbrio, e decidir nesses termos. É uma decisão, sob o meu ponto de vista, histórica”, disse o presidente Carlos Thompson Costa Fernandes após a decisão.

Déficit triplicou em 10 anos

Segundo os termos do voto apresentado pelo conselheiro Ed Santana, os dados demonstram um crescimento exponencial do déficit. A projeção leva em consideração o total de obrigações previdenciárias do Estado com os servidores públicos estaduais e os ativos disponíveis no Fundo Previdenciário, que correspondiam, ao final de 2023, a apenas R$ 142 milhões, o equivalente a 0,29% dos compromissos previdenciários totais.

Em 2024, o saldo negativo nas contas da Previdência chegou a R$ 1,83 bilhão — o que corresponde a mais de 10% de toda a receita do Estado. Dez anos antes, esse valor era de R$ 543 milhões. Ou seja, o déficit anual mais que triplicou no período.

Ainda conforme o voto, o agravamento do quadro está relacionado à extinção do Fundo Previdenciário, com a transferência de seus recursos para o fundo financeiro, sem a devolução das reservas sacadas nem a devida compensação atuarial. Como consequência, o patrimônio acumulado foi rapidamente exaurido, o que compromete a sustentabilidade do regime, baseado em repartição simples, sem reservas garantidoras suficientes.

Uso indevido de recursos

Segundo a representação que originou o processo, produzida pela Diretoria de Controle de Pessoal (DCP), o Ipern vinha usando, desde 2023, os rendimentos e até parte dos recursos aplicados em fundos de investimento para bancar o pagamento mensal de aposentados e pensionistas. “O risco não é apenas o colapso das contas públicas, mas também a perda de credibilidade fiscal e de capacidade de investimento do Estado”, alertou o conselheiro Antonio Ed Souza Santana.

Além das medidas já citadas, o TCE também determinou que o Estado cubra com recursos próprios eventuais insuficiências para pagamento de benefícios; preveja, nos próximos orçamentos, valores suficientes para honrar os compromissos do RPPS; e se abstenha de utilizar os recursos previdenciários de forma incompatível com sua finalidade original.

Risco de perder recursos federais

O TCE também alertou para outro problema grave: a possibilidade de o Estado perder o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), exigido pelo governo federal para transferências voluntárias e contratação de empréstimos. Somente entre 2023 e 2024, o Rio Grande do Norte recebeu mais de R$ 400 milhões em recursos que dependiam desse certificado. Se o CRP for suspenso, esses repasses ficam bloqueados.

O conselheiro acrescentou que, no último dia 7 de agosto de 2025, transitou em julgado a decisão do STF que legitimou a possibilidade de imposição de sanções pela União aos entes federativos que descumprirem as normas gerais de organização e funcionamento dos regimes próprios de previdência social.

PARA ENTENDER

O que foi decidido?

As principais determinações aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado são:

Ao Ipern:

Deve se abster de utilizar recursos aplicados em investimentos de médio e longo prazo, assim como seus rendimentos, para cobrir o déficit mensal da previdência. O descumprimento resultará em multa de R$ 10 mil por ocorrência.

Ao Governo do Estado:

Tem a obrigação de garantir, com recursos do Tesouro Estadual, a cobertura completa do regime próprio de previdência sempre que as contribuições normais e extraordinárias não forem suficientes para o pagamento dos benefícios. O não cumprimento também acarretará multa de R$ 10 mil por ato.

Ao Governo do Estado e Ipern:

Devem apresentar, em até 60 dias úteis, um plano de ação com medidas para amortizar o déficit atuarial e reequilibrar a relação entre as reservas disponíveis e os benefícios concedidos. O plano deve incluir:

* Estudo atuarial atualizado

* Proposta de projeto de lei a ser enviada à Assembleia Legislativa

* Estratégias de capitalização de reservas

As estratégias contemplam a destinação de imóveis para o fundo, implantação de contribuições e aportes suplementares, instituição de nova segregação de massas, além de outras alternativas previstas na legislação. Embora o plano deva ser entregue em 60 dias, as medidas nele previstas têm até 35 anos para serem concretizadas.

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Produção de mel de abelha dispara no RN e chega a 1 milhão de quilos

Em 2024, o Rio Grande do Norte produziu a maior quantidade de mel de abelha da sua história: 1.190.489 de quilogramas. A produção supera a marca de 1 milhão de quilos que só havia sido alcançada nos anos de 2008 e 2009.

Com o número, o estado se consolida como o 11º maior produtor de mel do país. As informações são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2024, divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostra que a produção de mel de abelha do RN cresceu 30,91% em 2024 em relação ao ano anterior, o quarto maior aumento do país, atrás apenas do Amazonas (95,67%), do Mato Grosso 35,11%) e de Pernambuco (34,69%).

Em todo o Brasil, foram mais de 67,3 mil toneladas de mel produzidos
no ano passado, número 4,68% superior ao registrado em 2023 e recorde nacional.

De acordo com Mariana Sguilla de Oliveira, analista responsável pela pesquisa do IBGE, “o avanço da produção de mel é sustentado tanto pelas condições climáticas favoráveis, que garantem oferta de recursos alimentares para as abelhas, quanto pela crescente demanda por produtos naturais e saudáveis, em nível nacional e internacional, estimulando o setor apícola do País”.

Ela explica que as exportações também cresceram no período, em relação ao ano anterior, e atingiram o terceiro maior volume e o quarto maior faturamento exportado da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

“Outro recorde alcançado dentro das estimativas da pesquisa foi no valor de produção, ocorrendo um aumento de 11,4% e, pela primeira vez, o montante ultrapassou R$ 1 bilhão”, comentou.

No RN, o mel gerou R$ 21,4 milhões aos produtores potiguares, um crescimento nominal de 59,42% frente o valor de produção acumulado em 2023. Com o resultado, a produção de mel de abelha passou a responder por 1,16% dos mais de R$ 1,85 bilhões gerados no RN pelos produtos de origem animal investigados na pesquisa do IBGE.

Em 2023, o mel respondia por apenas 0,84% do total.
Entre os municípios potiguares, o destaque fica com Apodi, na região Oeste, que produziu 250 mil kg e ficou, mais uma vez, em primeiro lugar no ranking de municípios produtores de mel de abelha no RN.

Cinco municípios do RN com maior produção de mel de abelha em 2024

1. Apodi – 250 mil kg
2. Macaíba – 100 mil kg
3. Serra do Mel – 50 mil kg
4. São Miguel – 42 mil kg
5. Caraúbas – 39 mil kg

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Desemprego cai a 5,6% em julho, menor índice da série histórica

A taxa de desemprego do trimestre móvel encerrado em julho de 2025 caiu para 5,6% — a menor da série histórica do indicador, iniciada em 2012. No trimestre, a população desocupada caiu para 6,118 milhões, o menor contingente desde o último trimestre de 2013 (6,1 milhões). Estes são alguns dos destaques da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira, 16 de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já a população ocupada, definição que considera o total de trabalhadores do país, bateu novo recorde e chegou a 102,4 milhões. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) atingiu o patamar de 58,8%, o maior já registrado.

Além disso, o número de empregados com carteira assinada também foi inédito: 39,1 milhões de pessoas em empregos formalizados.

MERCADO ATIVO — De acordo com o analista da pesquisa realizada pelo IBGE, William Kratochwill, os números sustentam o bom momento do mercado de trabalho. “Temos crescimento da ocupação e redução da subutilização da mão de obra, ou seja, um mercado de trabalho mais ativo”, define. “Os indicadores demonstram que as pessoas que deixam a população desocupada não estão se retirando da força de trabalho ou caindo no desalento, estão realmente ingressando no mercado de trabalho”, analisa Kratochwill.

RECORDE DE CLTs — O número de empregados celetistas do setor privado, ou seja, aqueles com carteira de trabalho assinada, foi recorde (39,1 milhões), mostrando estabilidade no trimestre e crescendo 3,5% (mais 1,3 milhão de pessoas) no ano. O contingente de trabalhadores por conta própria (25,9 milhões) também foi recorde, crescendo 1,9% (mais 492 mil pessoas) no trimestre e 4,2% (mais 1 milhão) no ano. Já o número de empregados do setor privado sem carteira assinada (13,5 milhões) ficou estável.

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Maior fabricante mundial de turbinas eólicas instala sede no RN

A dinamarquesa Vestas, maior fabricante mundial de aerogeradores, estabeleceu no Rio Grande do Norte a sede administrativa, que cuida dos interesses da empresa na América Latina. Será daqui, do Rio Grande do Norte, que ela vai controlar mais de 3.200 turbinas operando em 60 parques em todo o Brasil – do Piauí ao Rio Grande do Sul.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (10) e reforçado pelo presidente e CEO da Vestas América Latina, Eduardo Ricotta Torres, em visita ao governador em exercício, Walter Alves (MDB).

Ricotta Torres disse que além da instalação da nova unidade, localizada na Avenida Ayrton Senna, em Parnamirim, a Vestas estava celebrando hoje um outro marco: 12 gigawatts de potência instalada em operação no Brasil, produzidos por seus aerogeradores.

O governador em exercício enfatizou que a instalação do centro de operações da Vestas é também um sinal de que poderemos gerar ainda mais empregos na cadeia da energia. “Hoje, de acordo com a SEDEC, a cadeia da energia eólica gera mais de 10 mil empregos diretos e indiretos. A Vestas, ao nos escolher, dá um sinal claro de que esse número pode crescer. E isso também pode atrair outras empresas. Afinal, é onde a fabricante dos aerogeradores está”, afirmou.

Atualmente, de acordo com o secretário-adjunto do Desenvolvimento Econômico (SEDEC), Hugo Fonseca, a Vestas tem mais de 800 trabalhadores no Rio Grande do Norte e esse seria o maior quantitativo da empresa em um único local com relação a toda América Latina.

A Vestas projeta, fabrica, instala e faz manutenção de turbinas eólicas onshore e offshore em todo o mundo. Um centro de serviços da empresa, o primeiro do Brasil, funciona em Parnamirim, na região metropolitana de Natal, desde 2017. A nova unidade anunciada nesta quarta-feira terá 250 funcionários cuidando da parte logística do Brasil e demais países da América Latina, fora o pessoal que trabalha em campo.

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Canadá lidera importações de ouro potiguar em agosto

O Canadá foi o principal destino da mineração do Rio Grande do Norte em agosto de 2025, conforme os dados apurados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC). No período, o estado exportou US$ 4,1 milhões para o país, com destaque para o ouro em formato de bulhão dourado, responsável por 92,7% do montante.

De acordo com a análise da equipe técnica da SEDEC, o ouro exportado tem origem na região do Seridó, no município de Currais Novos, onde está em operação o Projeto Borborema, administrado pela canadense Aura Minerals. A empresa ressaltou que o início da produção na mina representa um marco relevante para seu portfólio, sendo a quinta em operação e o segundo projeto greenfield da companhia.

A secretaria aponta ainda que, além do ouro, outros produtos contribuíram para a pauta exportadora com destino ao Canadá em agosto, como melões frescos (US$ 179,2 mil), granitos trabalhados (US$ 87,9 mil), peixes congelados (US$ 7,6 mil), mamões frescos (US$ 1,3 mil) e melancias frescas (US$ 540), evidenciando a complementaridade das cadeias produtivas do estado.

O desempenho do mercado canadense ganha maior relevância diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros em 2025. Enquanto o aumento de tarifas restringe a competitividade em um dos principais destinos tradicionais, o Canadá se consolida como um parceiro comercial estratégico, absorvendo parte da produção potiguar e fortalecendo a diversificação da pauta exportadora.

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Custo Unitário Básico da construção civil registra aumento no RN

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN) divulgou o Custo Unitário Básico (CUB/m²) referente ao mês de julho de 2025.

O indicador apresentou uma variação positiva de 0,5% em relação ao mês anterior, fixando-se no valor de R$ 1.975,44.

O CUB/m² é o principal parâmetro de mensuração dos custos da construção civil, servindo como referência para orçamentos, contratos e acompanhamento das oscilações do setor.

Mais do que um dado numérico, o índice traduz os movimentos econômicos que impactam diretamente o segmento da construção, refletindo tanto no mercado imobiliário quanto no desenvolvimento econômico regional.

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Comércio exterior do RN movimenta US$ 53,1 milhões em agosto

O Rio Grande do Norte alcançou um desempenho relevante nas transações internacionais em agosto de 2025. Com a corrente de comércio exterior – resultado da soma das exportações com as importações – o estado registrou movimentação total de US$ 53,1 milhões, composta por US$ 23,3 milhões em exportações e US$ 29,8 milhões em importações.

No acumulado do ano até agosto, o Rio Grande do Norte manteve resultado positivo, com um superávit comercial de US$ 281,4 milhões. Esse desempenho foi alcançado a partir de uma corrente de comércio de US$ 873,0 milhões, formada por US$ 577,2 milhões em exportações e US$ 295,8 milhões em importações.

De acordo com o 11º Boletim da Balança Comercial do Estado, divulgado pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC), o saldo negativo de US$ 6,5 milhões em agosto se explica pela ausência de exportações de óleo combustível, tradicionalmente o principal item da pauta exportadora potiguar. Sem essa participação, a fruticultura e os produtos minerais e pesqueiros foram os responsáveis por sustentar a performance exportadora no período.

Os principais destaques das exportações em agosto foram: melancias frescas (US$ 4,5 milhões), bulhão dourado (US$ 3,8 milhões), melões frescos (US$ 3,3 milhões), pedras preciosas, exceto diamantes (US$ 2 milhões) e mamões frescos (US$ 1,8 milhão). Juntos, esses produtos representaram 66% do total exportado. Os principais destinos foram Reino Unido (US$ 4,3 milhões), Canadá (US$ 4,1 milhões), Países Baixos (US$ 3,6 milhões), Tailândia (US$ 2,2 milhões) e Estados Unidos (US$ 1,6 milhão), que concentraram 67,8% das exportações do estado.

Nas importações, os produtos mais adquiridos foram insumos e equipamentos de relevância para a indústria e o abastecimento: outros trigos e misturas de trigo com centeio (US$ 7,3 milhões), máquinas e aparelhos para encher caixas ou sacos com pó ou grãos (US$ 3,2 milhões), coque de petróleo não calcinado (US$ 1,4 milhão), conversores elétricos estáticos (US$ 1,2 milhão) e redutores, multiplicadores e caixas de transmissão (US$ 1 milhão). Esses itens responderam por 47,3% do total importado. Os principais países fornecedores foram a Argentina (US$ 8,1 milhões), China (US$ 7,1 milhões), Alemanha (US$ 4,6 milhões), Estados Unidos (US$ 3,5 milhões) e Espanha (US$ 1,2 milhão), responsáveis por 82,2% das importações do RN.

Segundo a equipe técnica da SEDEC, os números de agosto reafirmam a relevância das cadeias produtivas ligadas à fruticultura, recursos minerais e pesca para a economia estadual, mas também revelam a dependência da exportação de óleo combustível para manutenção de saldos positivos: “A fruticultura e os produtos minerais e pesqueiros sustentaram as vendas externas do mês, mas a ausência do óleo combustível impactou diretamente o resultado final, reforçando o peso desse produto na pauta exportadora potiguar”, explicam os pesquisadores.

Ainda de acordo com os técnicos, a concentração geográfica das exportações e importações mostra a importância de parcerias consolidadas que garantem estabilidade às relações internacionais do RN. A predominância da via marítima, que respondeu por 61,8% das exportações e 87,9% das importações, confirma a relevância da infraestrutura portuária como eixo estratégico da inserção global da economia estadual.

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População do RN cresce 1,6% e chega a 3,4 milhões; veja por município

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (28) a Estimativa da População de todos os municípios e estados brasileiros para o ano de 2025.

O estudo mostra que Natal teve a segunda maior queda populacional
entre as capitais do Brasil, -0,14%, atrás apenas de Salvador (-0,18%). A
população estimada para a capital potiguar foi de 784.249 pessoas, 1.119 residentes a menos que no ano passado. Em todo o país, 2.079 municípios apresentaram taxas negativas de crescimento.

A redução populacional em capitais é uma novidade das Estimativas de 2025, fato não observado na década passada. Salvador (-0,18%), Belo Horizonte ( 0,02%), Belém (-0,09%), Porto Alegre (-0,04%) e Natal (-0,14%) são as capitais que apresentaram diminuição da população em relação à Estimativa publicada em 2024.O decréscimo reflete a tendência observada no Censo Demográfico 2022.

Por outro lado, a população do estado do Rio Grande do Norte apresentou crescimento de 1,6%, alcançando 3.455.236 pessoas neste ano. O segundo município mais populoso do estado segue sendo Mossoró, com 278.587 residentes.

Os dados da pesquisa são utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são fundamentais para indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos entre o Censo Demográfico. A pesquisa considera alterações de limites territoriais que ocorreram após o último Censo.

Os dados têm como data de referência o dia 1º
de julho de 2025. Além de apresentar o contingente populacional e a taxa de crescimento de todos os municípios e unidades da federação do país, o estudo traz a quantidade de habitantes por regiões metropolitanas e regiões integradas de desenvolvimento.

A Região Metropolitana de Natal apresentou um crescimento de 0,40%, com uma população de 1.613.858 pessoas em 2025.

Além de Natal e Mossoró, os outros cinco municípios mais populosos do estado estão localizados na Região Metropolitana, e todos tiveram aumento populacional, sendo eles Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Ceara-Mirim e Extremoz.

Lista dos dez municípios mais populosos do Rio Grande do Norte – 2025

1. Natal: 784.249
2.Mossoró: 278.587
3. Parnamirim: 271.713
4. São Gonçalo do Amarante: 124.495
5.Macaíba: 87.056
6. Ceará-Mirim: 83.543
7. Extremoz: 68.584
8. Caicó: 63.338
9. Açu: 59.099
10.São José de Mipibu: 50.053

Lista dos dez municípios menos populosos do Rio Grande do Norte – 2025
1. Viçosa: 1.900
2. João Dias: 2.073
3. Ipueira: 2.090
4. Galinhos: 2.159
5.Monte das Gameleiras: 2.345
6. Bodó: 2.360
7. Taboleiro Grande: 2.409
8. Timbaúba dos Batistas: 2.424
9. Jardim de Angicos: 2.488
10.Pedra Preta: 2.495

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Adesão ao Refis 2025 termina em 31 de agosto

Está chegando ao fim o prazo para os contribuintes quitarem seus débitos junto ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A data limite para aderir ao Refis (Recuperação de Créditos Tributários do Governo do Rio Grande do Norte) é 31 de agosto. O programa oferece até 99% de descontos em juros e multas.

O REFIS RN 2025 permite pagamento à vista com redução de 99% sobre multas, juros e acréscimos legais ou para pagamento de descumprimento de obrigação acessória serão reduzidos em 90% do seu valor e dos demais acréscimos legais sobre ele incidentes para pagamento à vista ou parcelamento de 2 a 6 vezes com desconto de 90%.

Todas as informações sobre o REFIS podem ser consultadas no site oficial (https://refis2025.sefaz.rn.gov.br/).

A adesão pode ser feita online, por meio da UVT ou site do programa, presencialmente na SUDEFI ou nas Unidades Regionais de Tributação, conforme a jurisdição do contribuinte.

O Refis é uma iniciativa da Secretaria da Fazenda do RN (SEFAZ-RN) que busca oferecer melhores condições para que empresas e pessoas físicas fiquem em dia com os tributos. Além do fim arrecadatório, o programa também busca a pacificação fiscal, ou seja, equilibrar a atividade econômica do Estado e dos contribuintes.

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