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Obras do Complexo Viário 15 de Março atingem quase 80% de conclusão

As obras do Complexo Viário 15 de Março, via que ligará as BRs 110 e 304, reduzindo congestionamentos e facilitando o deslocamento entre bairros e polos econômicos estratégicos, seguem em ritmo acelerado e estão próximas de atingir o percentual de 80% de conclusão. A obra avançou com o início da concretagem da ponte de 140 metros que passa pelo Rio Mossoró, na última sexta-feira (12).

São oito quilômetros de rodovia, ciclovia e calçadão. A equipe técnica da Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinfra) esteve no local acompanhando o início da concretagem. O titular da Seinfra, Rodrigo Lima, destacou a agilidade e rapidez com que as equipes que estão trabalhando na obra.

 “Estamos hoje aqui acompanhando a concretagem da laje na ponte do complexo viário. Essa é a maior ponte da cidade de Mossoró com 140 metros de extensão. Estamos com um ritmo muito acelerado. Esta é uma obra que vai transformar a mobilidade da cidade de Mossoró interligando as BRs 110 a 304”, disse.

O secretário de Infraestrutura contou que a parte da via que vai da BR 110, saída para Areia Branca, já está toda asfaltada, com os postes de iluminação instalados. A equipe está finalizando a terraplanagem da segunda etapa após a ponte no sentido da BR 304, saída para Fortaleza.

“Estamos com uma obra muito acelerada que em breve a população de Mossoró estará trafegando pela via. Esse complexo vai transformar a mobilidade neste setor do Grande Alto de São Manoel, atingindo os condomínios próximos, universidades com essa interligação das duas BRs e também faremos interligações com avenidas da cidade, como a Alberto Maranhão, Marechal Deodoro”.

A obra conta com uma via totalmente integrada para pedestres e ciclistas, incluindo ciclovia e calçadão ao longo do percurso. O investimento total no Complexo Viário 15 de Março é de aproximadamente R$ 100 milhões, com recursos federais e do município.

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PT Mossoró empossa novo diretório municipal

O Partido dos Trabalhadores de Mossoró realizou neste sábado (13), no Carcará, o Encontro Municipal e a posse do novo diretório, eleito no último Processo de Eleição Direta (PED).

A professora Ana Morais assumiu a presidência municipal do partido, à frente da composição do novo diretório. Em seu discurso, Ana ressaltou que “assumir a presidência do PT Mossoró é uma responsabilidade enorme, mas estamos preparadas. Nosso desafio é fortalecer a militância, estar presente nas lutas do povo e, como o PT sempre fez, lutar por um futuro de mais direitos, justiça e democracia.”

A deputada estadual Isolda Dantas, que passa a sucessão da presidência municipal do partido, destacou a importância do processo democrático e afirmou: “Tenho muito orgulho de ver o PT Mossoró unido e em movimento. Com Ana na presidência, tenho certeza de que vamos seguir crescendo, dialogando com o povo e mostrando que o partido é instrumento de transformação da vida das pessoas.”

Evento

O evento deste sábado reuniu mais de 100 filiados e filiadas, e contou com a presença do pré-candidato ao governo do Estado Cadu Xavier, a vereadora de Natal Samanda Alves, que compartilha a presidência estadual do PT com a deputada Isolda Dantas. A vereadora natalense Brisa Bracchi, as vereadoras de Mossoró Pluvia Oliveira e Marleide Cunha e o secretário Alexandre Lima, além de representantes do PV, PSB e PCdoB também estiveram presentes.

Com a posse, o PT Mossoró inicia uma nova etapa de fortalecimento da militância, ampliação da participação popular e preparação para as eleições de 2026 com as pré-candidaturas de Fátima Bezerra ao Senado e Cadu Xavier ao governo do Estado, além da reeleição e ampliação das bancadas federal e estadual.

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Zenaide Maia cumpre agenda em Mossoró e Pau dos Ferros

Nesta sexta-feira (12), a senadora Zenaide Maia (PSD) esteve no Oeste e Alto Oeste potiguar cumprindo uma intensa agenda de compromissos. A primeira parada foi em Mossoró, na Associação da Pessoa com Deficiência Visual de Mossoró (APDVM), onde participou da entrega de equipamentos para os associados. Atenta às pautas da inclusão, Zenaide já destinou R$ 150 mil em emendas parlamentares para fortalecer o trabalho da entidade, reafirmando seu compromisso com políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência.

Em seguida, participou da solenidade de entrega da Unidade Básica de Saúde Antônio Carlito de Oliveira Júnior, no Conjunto Parque Universitário, na Região do Rincão. O novo equipamento de saúde, viabilizado com recursos do mandato da senadora, representa um avanço para a rede municipal, ampliando a cobertura de atendimentos e garantindo mais qualidade de vida para a população do bairro e comunidades vizinhas.

Com esta, já são 5 das 15 UBS que serão entregues à população mossoroense com recursos assegurados por Zenaide. “Isso é o resultado da vontade política. É a saúde que antes não tinha e agora tem, a educação que antes não tinha e agora tem. Esse é o Mossoró que se transforma com o trabalho e a dedicação de uma gestão comprometida com seu povo”, destacou a senadora.

Ainda na sexta, atendendo convite da prefeita Marianna Almeida, Zenaide esteve em Pau dos Ferros, onde prestigiou a Feira Intermunicipal de Educação, Cultura, Turismo e Negócios do Alto Oeste Potiguar (Finecap). O evento, que já integra o calendário oficial das grandes festas do Rio Grande do Norte, movimenta a economia regional, gera oportunidades de negócios e valoriza a cultura e o turismo do Alto Oeste.

Ao lado da prefeita Marianna, da vice-prefeita Lara Figueiredo, do ex-prefeito Nilton Figueiredo, vereadores, prefeitos da região e lideranças políticas como o deputado estadual Galeno Torquato, Zenaide reforçou a importância da Finecap como um espaço de integração, crescimento econômico e fortalecimento do Alto Oeste potiguar.

“Feiras como a Finecap são fundamentais para a economia do estado. Elas dão visibilidade ao potencial da nossa região, geram emprego e renda e fortalecem a identidade cultural do povo potiguar. É um orgulho prestigiar um evento que já faz parte da história e do calendário de festas do Rio Grande do Norte”, ressaltou a senadora.

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Deputado Ubaldo Fernandes se filia ao MDB

Um dia após o deputado estadual Ivanilson Oliveira anunciar filiação ao Movimento Democrático Brasileiro no Rio Grande do Norte (MDB-RN), o também deputado estadual Ubaldo Fernandes anuncia hoje (11) a decisão de retornar ao partido presidido pelo governador em exercício Walter Alves.

“As filiações de Ubaldo e Ivanilson representam o fortalecimento do MDB e reforçam o compromisso com o diálogo, a união e a construção de um futuro melhor para o Rio Grande do Norte. Ubaldo, que já foi do MDB, tem uma trajetória de compromisso com o povo e de muito trabalho em Natal e em todo o estado”, disse Walter Alves.

“Reingressar ao MDB é uma decisão importante na minha trajetória política. É um partido que tem tradição, é respeitado em todo o Brasil e, no nosso estado, tem uma grande história de serviços prestados ao povo. Chego para contribuir e somar”, explicou Ubaldo.

O deputado estadual Ubaldo Fernandes foi eleito vereador de Natal pela primeira vez nas Eleições 2012, e em 2016, foi reeleito vereador. Nos dois mandatos como vereador, ele era filiado ao MDB e foi presidente do diretório municipal do partido. Nas Eleições 2018, chegou à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A última conquista foi nas Eleições 2022, quando foi reeleito deputado estadual com 34.426 votos.

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Aldo Fernandes é cotado para disputar vaga de deputado estadual

O nome do secretário municipal de Educação de Natal, advogado mossoroense Aldo Fernandes (Republicanos), tem sido cotado para uma disputa a deputado estadual em 2026.

A saída do seu irmão do governo do prefeito Allyson Bezerra, o ex-reitor da Uern Pedro Fernandes, já teria forte ligação com a sua possível candidatura.

Aldo é aliado e pessoa próxima do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), e do deputado estadual Adjuto Dias (MDB). Ele preside o Republicanos em Mossoró, a pedido de Álvaro.

Na gestão Paulinho Freire (União Brasil), é nome benquisto.

Aldo Fernandes foi presidente da OAB Mossoró entre 2013-2015. Já dirigiu a pasta do Planejamento durante a gestão da ex-prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini, concluída em 2020. Em 2024, assumiu a pasta da Administração na gestão natalense de Álvaro Dias. Em 2025, foi nomeado pelo prefeito Paulinho Freire como secretário de Educação.

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STF forma maioria para condenar Bolsonaro e mais 7

G1

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (11) para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por todos os crimes dos quais foram acusados pela Procuradoria-Geral da República na Trama Golpista.

O placar chegou a 3 votos a 1 após a ministra Cármen Lúcia acompanhar o relator, Alexandre de Moraes, e o ministro Flávio Dino. Os três votaram pela condenação de Bolsonaro, seus ex-auxiliares e militares.

Os crimes pelos quais já há maioria pela condenação de Bolsonaro de mais réus são:

  • Golpe de Estado
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Organização criminosa
  • Dano qualificado contra patrimônio da União
  • Deterioração de patrimônio tombado

No caso do réu Alexandre Ramagem, ele é o único que os ministros estão excluindo de dois crimes: dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração do patrimônio tombado.

Os oito réus são:

  • Jair Bolsonaro: ex-presidente da República
  • Walter Braga Netto: general, ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice na chapa do ex-presidente
  • Mauro Cid: tenente-coronel, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator
  • Almir Garnier: ex-comandante da Marinha
  • Alexandre Ramagem: ex-diretor da Abin e deputado federal
  • Augusto Heleno: general e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional
  • Paulo Sérgio Nogueira: general e ex-ministro da Defesa
  • Anderson Torres: ex-ministro da Justiça

Os argumentos de Carmem Lúcia

A ministra fez um voto de quase 2 horas — bem menor que o de Fux, que a antecedeu nesta quarta.

Cármen Lúcia começou dizendo que esse é um julgamento do passado, do presente e do futuro do Brasil, em razão dos episódios de ruptura democrática ao longo da história do país.

“Toda ação penal, especialmente a ação penal, impõe um julgamento justo e aqui não é diferente. O que há de inédito talvez nessa ação penal é que nela pulsa o Brasil que me dói. A presente ação penal é quase um encontro do Brasil com seu passado, com seu presente e com seu futuro, na área especificamente das políticas públicas dos órgãos de Estado”, disse a ministra.

Placar

Após o voto de Cármen, o placar na Primeira Turma do STF é de 3 a 1 pela condenação de Bolsonaro por todos os crimes.

Isso porque, em seu voto de mais de 13 horas, na quarta (10), o ministro Luiz Fux absolveu Bolsonaro por todos os cinco crimes. Fux não viu provas suficientes na denúncia da PGR.

Porém, Fux votou pela condenação de Mauro Cid e de Braga Netto pelos crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Ao fim do voto de Cármen, o placar é:

3 votos para condenar todos os réus por todos os cinco crimes — menos os crimes de danos para Ramagem.

4 votos para condenar Cid e Braga Netto por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, será o último a se manifestar. A expectativa é que ele comece ainda nesta quinta.

Duração das penas

Confirmadas as condenações — em tese, ministros podem mudar de voto até o fim do julgamento —, a Primeira Turma passará para a fase de dosimetria. Ou seja, estabelecerá a pena para cada réu.

Essa etapa depende de nova deliberação entre os ministros, em que serão levadas em conta o grau de participação de cada réu na trama golpista.

Se Bolsonaro ou outros réus condenados por todos os cinco crimes pegarem a pena máxima por todos eles, serão sentenciados com 43 anos de cadeia.

Contexto

A denúncia da PGR apontou que o núcleo crucial da trama — formado por Bolsonaro e sete ex-ministros e militares — organizou e executou uma série de ações para tentar impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre 2021 e 2023.

Para os ministros que já votaram pela condenação, as provas apresentadas — como lives, reuniões, documentos, planos golpistas e atos violentos — configuram uma tentativa concreta de ruptura da ordem democrática.

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“Tampinha da Inclusão” já garante 10 cadeiras de rodas em Mossoró

O projeto “Tampinha da Inclusão”, que transforma tampinhas plásticas em solidariedade, acaba de alcançar um marco histórico em Mossoró. Em apenas três meses de campanha, mais de 2 toneladas de tampinhas foram arrecadadas graças ao engajamento das escolas, instituições e da população dos quatro cantos da cidade.

Lançada em maio com a presença do vereador de Natal, Tercio, idealizador da ação no estado, a iniciativa em Mossoró tem à frente o vereador Petras (PSD), que comemora a conquista das primeiras 10 cadeiras de rodas entregues. Os equipamentos já estão sendo destinados a instituições como a APAE e a AMOR, além de pessoas da comunidade que aguardavam na lista de espera, após triagem de assistentes sociais.

“É uma alegria ser canal de transformação na vida das pessoas através da mobilização social. Cada tampinha arrecadada representa esperança, solidariedade e inclusão. Hoje conseguimos tocar vidas com a entrega dessas cadeiras, mas nosso compromisso é seguir em frente para alcançar muito mais pessoas”, destacou Petras.

O sucesso da campanha já inspira a continuidade do projeto, com a expectativa de ampliar a rede de arrecadação e aumentar o número de beneficiados nos próximos meses.

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Deputado troca o União Brasil pelo MDB de Walter

O deputado estadual Ivanilson Oliveira saiu do União Brasil e se filiou ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no Rio Grande do Norte.

Em nota, o partido informou que Ivanilson aceitou o convite do vice-governador e presidente estadual da legenda, Walter Alves.

Sua entrada na sigla foi oficializada nesta quarta-feira (10).

Ivanilson confirmou ainda que será candidato à reeleição.

Atualmente, o MDB é o maior partido do Rio Grande do Norte, com mais de 40 prefeitos, 30 vice-prefeitos e mais de 300 vereadores em todas as regiões do estado.

Eleição

Ivanilson foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2022, quando obteve 27.426 votos pelo União Brasil.

Na Assembleia Legislativa, ele será o segundo deputado do MDB, que já conta com Adjuto Dias, filho do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos).

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Após 13 horas de voto, Fux absolve Bolsonaro e condena Cid e Braga Netto

G1

O ministro Luiz Fux, da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), votou nesta quarta-feira (10), quarto dia do julgamento da trama golpista, para absolver o ex-presidente Jair Bolsonaro de todos os crimes. Fux divergiu dos ministros Alexandre de Moraes (relator) e Flávio Dino, e o placar é de 2 x 1 pela condenação.

Faltam os votos dos ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que devem apresentar seus argumentos nesta quinta-feira (11), a partir das 14h.

  • Além de votar para absolver Bolsonaro, Fux também defendeu a absolvição de Almir Garnier, Paulo Sérgio Nogueira, Anderson Torres, Alexandre Ramagem e Augusto Heleno.
  • No caso de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, e Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil, Fux votou para condená-los por um dos crimes – tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Com isso, o STF formou maioria.
  • Fux defendeu a suspensão da ação contra Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin.
  • Divergiu de Moraes e Dino ao afirmar que não há golpe de Estado sem a deposição de um governo eleito.
  • Também divergiu ao rejeitar o crime de organização criminosa, afirmando que não basta um plano criminoso para caracterizar o delito;
  • Argumentou que golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito configuram, em tese, apenas um único crime;
  • Declarou a “incompetência absoluta” do STF para julgar a trama golpista e defendeu que o caso deveria ter sido analisado pelo plenário, não pela Primeira Turma;
  • Fux acolheu a preliminar de cerceamento de defesa por excesso de dados no processo;
  • E reconheceu a validade da delação de Mauro Cid, formando maioria no STF para manter o acordo firmado com a PGR: 3 x 0.

O voto de Fux para absolver Bolsonaro

Fux votou para absolver Bolsonaro e Garnier de todos os crimes e para condenar Cid por um dos delitos. Ele decidiu apresentar seu voto individualizado.

Jair Bolsonaro: ao votar pela absolvição de Bolsonaro, Fux afirmou que críticas às urnas não configuram crime, minimizou a minuta do golpe e argumentou que Bolsonaro não tinha obrigação de desmobilizar manifestantes.

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Fux analisou três aspectos em seu voto sobre Bolsonaro: uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar autoridades, discursos e entrevistas contra as urnas e adesão a planos contra autoridades.

  • No caso da Abin, o software que teria sido usado ilegalmente, segundo Fux, deixou de ser usado em maio de 2021 — antes, portanto, do início dos fatos criminosos apontados pela PGR;
  • Disse, ao citar os ataques de Bolsonaro às urnas eletrônicas, que “não configura crime contra o Estado Democrático de Direito a manifestação crítica aos Poderes constitucionais”;
  • Ao analisar as provas relativas à minuta do golpe, minimizou o documento e disse que “nada saiu do plano da mera cogitação”. Fux disse ainda que a PGR não provou que a minuta foi discutida com o ex-presidente;
  • O ministro também disse que Bolsonaro não tinha dever nenhum de desmobilizar as manifestações e os acampamentos e que ele não ocupava mais o cargo em 8 de janeiro;
  • Afirmou que não há nenhuma prova de que o ex-presidente mandou a multidão danificar os prédios públicos: “Falta nexo de causalidade”;
  • Fux considerou que não há provas de que Bolsonaro soubesse do plano Punhal Verde Amarelo, planejamento para assassinar autoridades como Mores, Lula e Alckmin.

Os votos de Fux sobre os outros réus

Mauro Cid: a Primeira Turma do STF formou maioria, com o voto de Fux, para condenar o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Nos demais crimes, o placar está em 2 x 1 porque o ministro absolveu o réu.

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Braga Netto: com o voto de Fux, STF formou maioria para condenar o ex-ministro da Casa Civil por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito; nos demais crimes, ele foi absolvido.

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Almir Garnier: Fux vota por absolver o ex-comandante da Marinha de todos os crimes, divergindo totalmente de Moraes e Dino. O placar está em 2 x 1.

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Paulo Sérgio Nogueira: Fux vota para absolver o ex-ministro da Defesa de todos os crimes, divergindo totalmente de Moraes e Dino. O placar está em 2 x 1.

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General Augusto Heleno: Fux vota para absolver o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de todos os crimes, divergindo totalmente de Moraes e Dino. O placar está em 2 x 1.

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Anderson Torres: Fux vota para absolver o ex-ministro da Justiça de todos os crimes, divergindo totalmente de Moraes e Dino. O placar está em 2 x 1.

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  • deterioração de patrimônio tombado: absolver

Alexandre Ramagem: apesar de defender a suspensão dos crimes imputados ao deputado Alexandre Ramagem, Fux votou para absolver o ex-diretor da Abin de todos os crimes, divergindo totalmente de Moraes e Dino. O placar está em 2 x 1.

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Não há golpe sem deposição de governo

Fux divergiu de Moraes e Dino e afirmou que não há golpe de Estado sem a deposição de um governo legitimamente eleito. Ele também afirmou que um golpe não é fruto de atos individuais.

“Não satisfaz o núcleo do tipo penal o comportamento de turbas desordenadas ou iniciativas esparsas despidas de organização e articulação mínimas para afetar o funcionamento dos poderes constituídos”.

Sobre a abolição do Estado Democrático de Direito, Fux afirmou que a tentativa não pode ser confundida com simples inconformismo diante de uma derrota eleitoral.

“O bem jurídico tutelado pelo artigo 359-L do Código Penal é o Estado Democrático de Direito em sua inteireza — liberdades fundamentais, integridade das eleições, responsabilidade dos poderes públicos, respeito ao devido processo legal, combate à corrupção e à violência. Não se trata de mera irresignação contra resultado eleitoral”, disse.

Ele afirmou também que não configuram crimes “acampamentos, manifestações, faixas e aglomerações” que consistem em atos políticos com propósitos sociais. Também usou a expressão “choro de perdedor” como outro tipo de comportamento que não deve ser criminalizado.

O ministro argumentou também que nem todo ato preparatório pode ser considerado tentativa de crime e que “ninguém pode ser punido pela cogitação”.

“Dizer enquanto o ato externo seja tal que possa conduzir tanto ao delito como uma ação inocente, não teremos senão um ato preparatório que não pode ser imputado como tentativo”.

Outro ponto de divergência de Fux em relação a Moraes e Dino trata do enquadramento dos réus em dois crimes: golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito.

Para ele, tais atos configuram, em tese, a prática de apenas um crime porque um “absorve” o outro e a dupla incidência seria equivocada.

“Essa dupla incidência típica dos crimes contra o Estado Democrático de Direito, no meu modo de ver, revelou-se equivocada. Mesmo em tese, um delito de abolição violenta constitui-se como um meio para a prática de um outro delito, que é o de golpe de Estado. Entendimento esse de vários ministros desta Corte nos votos proferidos nas ações relativas ao dia 8 de janeiro.”

Na terça-feira, em seu voto, Moraes fez questão de ressaltar que há diferença entre os tipos penais e votou para enquadrar Bolsonaro e os sete réus no cometimento dos dois crimes. Para ele:

  • crime de golpe de Estado significa agir para destituir à força um governo legitimamente eleito;
  • crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito atenta contra as instituições democráticas, como os outros poderes da República, que não o Executivo.

Fux argumentou ainda que várias manifestações no Brasil terminam com depredações, mas não são enquadradas como golpe de Estado, apesar de terem natureza política. Ele citou como exemplos manifestações de black blocs em 2013 e 2014. Naquelas ocasiões, porém, não havia manifestantes reivindicando intervenção das Forças Armadas.

Fux rejeita crime de organização criminosa

Fux divergiu dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino e rejeitou a configuração do crime de organização criminosa na trama golpista. Ele votou pela “improcedência da acusação” da PGR neste quesito porque, para ele, os crimes se enquadrariam no concurso de pessoas.

“No meu modo de ver, não estão presentes as condições necessárias para classificar a conduta narrada de crime de organização criminosa.”

Ao iniciar a análise sobre o mérito da ação, Fux afirmou que o conceito do crime “não deve ser banalizado”. Para ele, “um mero plano criminoso não basta para caracterizar o crime” de organização criminosa e a imputação exige mais do que a reunião de vários agentes para a prática de delitos.

O ministro fez várias referências ao julgamento do mensalão para fundamentar a distinção entre concurso de pessoas e os crimes de organização ou associação criminosa.

“Como já destaquei, no caso do mensalão, este tribunal concluiu com maioria que a reunião de vários agentes, voltados à prática reiterada de crimes de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional, não preencheria a elementar típica concernente à série indeterminada de crimes. Razão pela qual foram os réus absolvidos dessa imputação de formação de quadrilha”, afirmou Fux.

E citou Celso de Mello, que foi ministro do STF até sua aposentadoria em 2020. Em análise de tipo penal de formação de quadrilha, diz Fux, o antigo decano da Corte já destacava a “indispensabilidade de um vínculo associativo estável e permanente para a caracterização do delito, sendo incompatível com conluios criminosos meramente transitórios.”

Em outro ponto, Fux falou sobre a tipicidade para organização criminosa com emprego de arma de fogo e disse que é necessário usar a arma para configurar o crime.

Crime de dano qualificado e dano ao patrimônio público

Na análise sobre as acusações de dano qualificado e de dano ao patrimônio, Fux afirmou que, de acordo com o princípio da subsidiariedade, um delito “só pode ser considerado se não houver um crime mais grave que o absorva”.

“Como a própria denúncia informa, o intuito era realizar o ganho de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e de crime de golpe de Estado. Ou seja, crimes bem mais graves do que o de dano.”

Por essa razão, segundo ele, o dano qualificado seria um meio para a prática dos outros crimes e não se pode acumular o delito em concurso material. A aplicação desse conceito da subsidiariedade, diz Fux, é importante para caracterizar “o verdadeiro mentor” do crime, evitando a impunidade.

Para Fux, não há evidências nos autos de que os réus se omitiram de impedir a vandalização dos bens públicos no dia 8 de janeiro. “Pelo contrário, há evidências de que, assim que a destruição começou, tomaram medidas para evitar que o edifício do Supremo fosse invadido pelos vândalos.”

O ministro afirmou que não é possível determinar os danos a que cada réu deverá responder e diz que não se pode reconhecer uma resposta solidária por todos os ocorridos em 8 de janeiro.

“Diante da ausência de individualização das condutas, a responsabilização é absolutamente inviável. Não é cabível uma responsabilidade solidária em condenação penal.”

Incompetência absoluta do STF

Para Fux, o STF é incompetente para julgar a ação penal da trama golpista porque não há entre os denunciados “pessoas com prerrogativa de foro”. Ele acolhe a preliminar das defesas dos réus.

“Declaro a incompetência absoluta deste tribunal porque os denunciados haviam perdido os seus cargos. Ao julgamento, impõe-se a declaração de nulidade de todos os atos decisórios praticados […] Minha primeira preliminar anula o processo por incompetência absoluta.”

Em sua segunda preliminar, Fux defendeu que o caso deveria ter sido julgado pelo plenário do STF, não pela Primeira Turma, já que os denunciados estão sendo processados “como ainda ocupantes de cargo com prerrogativa”.

Suspensão da ação penal contra Ramagem

O ministro defendeu a suspensão dos crimes imputados a Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin e deputado federal, e a respectiva prescrição tanto para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio quanto para o crime de organização criminosa.

🔎 Ramagem responde por três crimes (organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado), isso porque a Câmara dos Deputados aprovou um pedido de suspensão parcial da ação penal contra o parlamentar pelos crimes de dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Validação da delação de Mauro Cid

Fux abordou também a preliminar de validade do acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

Ele votou para acolher o acordo de delação premiada e os benefícios propostos pela Procuradoria Geral da República, que serão discutidos na dosimetria. Com a decisão, formou-se maioria para manter a delação: 3 a 0.

“O colaborador acabou se autoincriminando. Se não me falha a memória, Vossa Excelência [se dirigindo a Moraes] julgou procedente neste sentido. Me parece desproporcional a anulação dessa delação.”

Preliminar de cerceamento de defesa

Em seu terceiro ponto, Fux falou sobre a preliminar de cerceamento da defesa. Os advogados alegaram um “tsunami” de dados e pouco tempo para analisá-los. Ele cita 70 terabytes de pastas e arquivos 30 bilhões de páginas.

“Nem acreditei porque são bilhões de páginas e, apenas em 30 de abril de 2025, portanto mais de um mês após receber a denúncia, em menos de 20 dias foi proferida a decisão deferindo a entrega de mídias e dos materiais apreendidos.”

Fux explica o que é o “data dump” no meio jurídico, que é a disponibilização tardia de excesso de dados. “E, como se não bastasse, novos arquivos foram incluídos.”

“Eu acolho a preliminar de violação à garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa e, por consequência, declaro a nulidade do processo desde o recebimento da denúncia”, concluiu Fux sobre a preliminar.

Desconfortável e deselegante

Ao falar sobre a preliminar de cerceamento de defesa, no início de sua argumentação, o ministro disse que está “evitando” citar o nome de colegas. “Acho desconfortável e deselegante.”

Na terça-feira (9), na leitura de seus votos, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino mencionaram o nome de Fux algumas vezes.

Apesar dessa ressalva, após três horas de voto, Fux citou o ministro Dias Toffoli. “Quando é ilustre, é bom mencionar”, disse o ministro.

Juiz precisa de distanciamento e imparcialidade, diz Fux

Logo no início do seu voto, Fux defendeu que o papel do juiz deve ser marcado por imparcialidade, “objetividade técnica” e “minimalismo técnico”.

“Trata-se de missão [do STF] que exige objetividade técnica e minimalismo interpretativo a fim de não confundir o papel do julgador com o de agente político”.

O ministro disse em seguida que não se pode confundir o papel de juiz com o de um “agente político”.

“A Constituição da República, ao mesmo tempo que confere a este Supremo Tribunal Federal a posição de guardião da ordem constitucional, delimita de forma precisa e restrita as hipóteses que nos cabe atuar originariamente no processo penal.”

Ao falar sobre a atuação da Corte em processos criminais, destacou que o STF também conduz julgamentos para garantir a cada réu “a plenitude do contraditório e da ampla defesa”.

“Condenar quando houver certeza e o mais importante a humildade para absolver quando houver dúvida”.

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Política

MP quer que Prefeitura de Tibau implante Programa de Combate à Corrupção

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), através da 7ª Promotoria de Justiça de Mossoró, emitiu uma recomendação ao município de Tibau buscando a implementação de um Programa de Integridade na administração pública. O documento visa fortalecer a prevenção e o combate a fraudes e atos de corrupção, alinhando a gestão municipal a princípios de moralidade, transparência e eficiência.

A recomendação surge a partir de um Procedimento Administrativo que analisou o desempenho do município no Programa Nacional de Prevenção à Corrupção (PNPC), do Tribunal de Contas da União (TCU). Foi verificado que Tibau necessita de medidas para melhorar sua aderência às boas práticas anticorrupção.

A Promotoria concedeu prazo de 60 dias para que a Prefeitura publique um decreto criando o Programa de Integridade, conforme modelo anexo à Resolução nº 305/2025 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O documento ressalta que o programa deve seguir as orientações da Controladoria-Geral da União (CGU) e do TCU.

Entre as medidas recomendadas, estão a elaboração de um Código de Ética para os servidores públicos e a normatização de conflitos de interesse, seguindo a Lei nº 12.813/2013. A prefeitura também deve estruturar e fortalecer o controle interno, garantindo autonomia e independência. A criação de canais de denúncia, seguros e abertos ao público, também é um ponto central da recomendação, com um prazo de 90 dias para implementação.

A recomendação também abrange a necessidade de promover uma cultura de prevenção por meio de treinamentos e capacitações contínuas para servidores e gestores, com a participação ativa da alta administração. O objetivo é estimular comportamentos éticos e aprimorar a gestão de riscos, aprimorando a transparência e a prestação de contas.

O não acatamento da recomendação pode implicar em medidas administrativas e ações judiciais contra o responsável, servindo como demonstração de omissão e má-fé.A iniciativa busca antecipar e evitar a ocorrência de ilícitos, protegendo o patrimônio público e promovendo uma administração mais proba e transparente para a sociedade.

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