O ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado pelo PDT, Rafael Motta, criticou o senador Styvenson Valentim (Podemos) durante entrevista nesta quinta-feira ao programa Meio Dia TCM, da 95 FM de Mossoró. Na ocasião, ele falou sobre a possibilidade de a esquerda conquistar as duas vagas ao Senado nas eleições.
As declarações foram dadas aos jornalistas Saulo Vale e Tárcio Araújo.
“Fátima tinha o direito de disputar o Senado, mas isso lhe foi negado por conta de um descumprimento de acordo, o que acabou a prejudicando. Se fosse candidata, seria eleita. Com isso, a gente viu um espaço para a esquerda ocupar até duas cadeiras no Senado”, afirmou.
Questionado sobre o senador Styvenson Valentim, líder nas pesquisas de intenção de voto, Motta fez críticas à trajetória política do parlamentar.
“Styvenson foi eleito em uma conjuntura diferente. Há oito anos, ele era muito diferente: o homem da Lei Seca, que prendia autoridades, dava lição de moral, era o anti-política e acabou tendo a expressividade que teve em 2018. Hoje ele é diferente, ocupa um espectro político de direita, bolsonarista e está acompanhado de diversos políticos tradicionais. Não é a mesma situação de 2018”, disse.
Para Rafael, outro fator decisivo na disputa ao Senado será a influência do presidente Lula (PT).
“A máquina (eleitoral) está começando a girar agora. Não existe eleição ganha antes do pleito”, acrescentou, ao comentar o favoritismo de Styvenson nas pesquisas.
Candidatura pelo PDT
Rafael Motta também foi questionado sobre a pesquisa quantitativa e qualitativa encomendada pelo PDT nacional para definir o nome do partido ao Senado — entre ele e o ex-senador Jean Paul Prates.
Segundo ele, os resultados devem ser apresentados à cúpula do PDT na próxima semana, com definição logo em seguida.
Confira a entrevista na íntegra.
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