A produção de ovos no Nordeste alcançou 10,83 bilhões de unidades em 2025, crescimento de 6,75% em relação ao ano anterior, consolidando a região como responsável por cerca de 18% da produção nacional. O desempenho tem impacto na geração de renda, emprego e investimentos em todos os estados nordestinos.
O estudo do Etene aponta que a expansão do setor é sustentada pelo aumento do consumo interno, pela crescente tecnificação das granjas e da melhoria das condições para fornecimento de insumos como milho e soja, especialmente na região do Matopiba (zona de convergência do Cerrado entre os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e na Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia).
Somente no Rio Grande do Norte, a produção alcançou 62,3 milhões de dúzias de ovos em 2025. O aumento em relação ao ano anterior foi de 49%, elevando o estado à quarta posição entre os principais produtores nordestinos, atrás apenas de Pernambuco, Ceará e Bahia. O estado potiguar responde por 7% da produção regional e vem registrando expansão acelerada da atividade, especialmente na região de Mossoró.
Para o superintendente do BNB no Rio Grande do Norte, Jeová Lins, a avicultura de postura apresenta forte potencial de crescimento no estado. “O Banco do Nordeste tem atuado como parceiro estratégico dos produtores, não apenas oferecendo crédito com as melhores condições do mercado. Nosso Programa de Desenvolvimento Territorial, o Prodeter, trabalha na estruturação de cadeias produtivas do setor, o que cria um ambiente favorável para novos investimentos”, destaca o gestor.
Exportações
De acordo com o Etene, além do mercado interno aquecido, o Nordeste ampliou as exportações de ovos de consumo no primeiro quadrimestre de 2026, com crescimento de 157,2% em volume e de 136,7% em receita, demonstrando o potencial de expansão da cadeia produtiva regional.
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