O empresário e candidato a deputado estadual pelo PL, Jorge do Rosário, se pronunciou nesta sexta-feira (2) sobre a apreensão de R$ 400 mil em espécie realizada pela Polícia Federal, na quinta-feira (1º), em Mossoró.
Segundo Jorge, o dinheiro não tinha relação com sua campanha eleitoral, mas com a atividade empresarial. O valor foi sacado pelo irmão e sócio dele, José Ferreira do Rosário Neto.
“O valor objeto da ocorrência destinava-se ao pagamento de obrigações comerciais e de folha de pessoal da empresa em final de mês, tratando-se de questão de natureza estritamente empresarial/privada”, justificou.
Durante a ação, a Polícia Federal também apreendeu dois aparelhos celulares.
A PF suspeita que os R$ 400 mil seriam utilizados para favorecer a campanha eleitoral de Jorge do Rosário. Em nota, a corporação informou que “prossegue com as diligências para esclarecer os fatos e verificar a eventual prática de crimes eleitorais”.
Jorge é o segundo candidato do PL a ter dinheiro apreendido pela Polícia Federal. No dia 14 de setembro, a PF apreendeu R$ 1,5 milhão em espécie do deputado Luiz Eduardo (PL), candidato à reeleição. A corporação suspeita que esse recursos, que estava na casa do parlamentar, seria destinado a crimes eleitorais, acusação refutada por Luiz Eduardo.
Confira a nota de Jorge na íntegra.
NOTA PÚBLICA
A Assessoria do candidato Jorge do Rosário, em face das informações recentemente veiculadas acerca de episódio envolvendo a empresa da qual é sócio, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:
Os fatos noticiados não guardam qualquer relação com este, ou com os recursos destinados ao financiamento de sua campanha.
O candidato reitera, de forma categórica, que não recebeu, não movimentou nem auferiu qualquer benefício de valores vinculados ao fato, permanecendo sua movimentação financeira integralmente sujeita às normas de transparência, fiscalização e prestação de contas estabelecidas pela legislação eleitoral.
O valor objeto da ocorrência destinava-se ao pagamento de obrigações comerciais e de folha de pessoal da empresa em final de mês, tratando-se de questão de natureza estritamente empresarial/privada.
Cumpre ressaltar, ademais, que o candidato se encontra afastado da administração e da gestão ordinária da referida empresa, não tendo tomado parte nas operações financeiras relacionadas ao episódio.
Por deferência à investigação em curso, abstemo-nos de tecer especulações acerca de fatos cuja apuração compete exclusivamente às autoridades.
Confiamos no pleno e regular esclarecimento dos fatos pelos órgãos competentes.
Assessoria do Candidato Jorge do Rosário
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