O Rio Grande do Norte registrou nota 4,0 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) 2025 no ensino médio da rede estadual. O resultado é o maior da série histórica iniciada em 2005 e representa a primeira vez que o estado alcança esse patamar nessa etapa de ensino.
Em relação à edição de 2023, quando o índice foi de 3,2, o crescimento foi de 0,8 ponto, equivalente a um aumento proporcional de 25%.
Os dados também colocam o Rio Grande do Norte entre os estados com maior evolução no período. Em termos absolutos, o avanço de 0,8 ponto foi o maior do país, empatado com o Rio Grande do Sul. Proporcionalmente, segundo o governo estadual, o estado apresentou o maior crescimento entre as unidades da Federação.
Ao comentar o resultado, a governadora Fátima Bezerra (PT) atribuiu o desempenho a medidas adotadas ao longo da gestão, como mudanças na gestão escolar, ações de recomposição das aprendizagens, busca ativa de estudantes, formação continuada de professores e investimentos em infraestrutura e tecnologia nas escolas.
De acordo com a governadora, foram investidos cerca de R$ 200 milhões em reformas, ampliações, construção de novas unidades de ensino, incluindo os Institutos Estaduais de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte (IERNs), além da climatização de escolas. Outros R$ 150 milhões, segundo ela, foram destinados à modernização tecnológica da rede, com implantação de banda larga, redes Wi-Fi, tablets e laboratórios.
Fátima Bezerra também afirmou que a valorização dos profissionais da educação contribuiu para o resultado. Segundo a governadora, o Rio Grande do Norte é o único estado que aplica integralmente a Lei do Piso Salarial Nacional do Magistério para toda a carreira, incluindo aposentados.
A secretária estadual da Educação, Socorro Batista, destacou que a nota de 2025 supera em 0,8 ponto os resultados obtidos em 2019 e 2023, ambos de 3,2, que até então eram os melhores desempenhos da rede estadual. Para ela, o crescimento indica não apenas a recuperação da queda registrada em 2021, quando o estado obteve nota 2,8, mas também um novo patamar de desempenho.
Segundo a secretária, o IDEB combina o desempenho dos estudantes em avaliações nacionais com as taxas de aprovação escolar. Ela atribuiu o resultado ao monitoramento das escolas e das diretorias regionais, além das ações voltadas à recomposição das aprendizagens.
O novo desempenho também alterou a posição do Rio Grande do Norte no cenário nacional. Em 2023, a rede estadual tinha a menor nota do país, com 3,2. Em 2025, com nota 4,0, passou a empatar com Acre e Rondônia e a superar Bahia, Maranhão, Amapá, Amazonas, Rio de Janeiro, Roraima e Distrito Federal.
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