Com a forte expansão de projetos de energias renováveis no Nordeste, movimentos sociais têm fortalecido a luta para denunciar os impactos ambientais que estes empreendimentos vem causando na vida de milhares de pessoas, a maioria delas sendo pequenos agricultores de comunidades rurais localizados nas proximidades dos empreendimentos. Com o vídeoinstalação “Noda de Caju não sai”, a artista mossoroense Marília Gurgel levou este debate ao Open Studio da residência artística da New York Latin American Art Triennial (NYLAAT), nos Estados Unidos.
O projeto foi selecionado entre concorrentes de diversas partes da América Latina.
Ao final de sua residência, que aconteceu na semana passada, Marília Gurgel apresentou o resultado do trabalho desenvolvidos ao longo dos últimos dois meses durante o programa.
Em “Noda de Caju não sai”, Marília investiga os impactos da expansão dos empreendimentos de energia eólica sobre as comunidades de Serra do Mel, Rio Grande do Norte, e do Quilombo do Cumbe, no Ceará. Partindo de sua experiência como artista oriunda de uma região marcada pela abundância de ventos e luz solar, Marília reflete sobre como esse território se tornou estratégico para o avanço da chamada indústria da energia verde, evidenciando as tensões entre desenvolvimento, território e modos de vida.
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