Durante anos, a maternidade parecia um sonho distante para Cynthia Pena. Após mais de uma década de relacionamento e um ano de tentativas sem sucesso para engravidar, ela e o marido decidiram investigar o que estava acontecendo. Os primeiros exames não apontavam problemas aparentes, até que um detalhe mudou tudo.
Foi durante uma ultrassonografia específica que surgiu o primeiro sinal: a suspeita de endometriose. A confirmação veio pouco depois, já sob os cuidados da especialista Maria Luisa Capriglione. Mas o diagnóstico mais impactante ainda estava por vir.
“No mapeamento de fertilidade, descobrimos que Cynthia tinha as duas tubas alteradas, o que, do ponto de vista médico, diminui bastante a chance de gravidez natural. Nesses casos, a fertilização in vitro passa a ser o caminho mais seguro e eficaz”, explica a médica.
A notícia caiu como uma bomba. “Foi como se tivessem tirado o chão debaixo dos meus pés. É uma sensação de impotência muito grande”, relembra Cynthia.
A decisão de seguir para a fertilização in vitro (FIV) veio acompanhada de desafios emocionais e financeiros. O primeiro ciclo, realizado em São Paulo, não teve sucesso. “É um luto difícil de explicar. Você sofre por alguém que ainda nem chegou a existir, mas já era tão esperado”, conta.
Durante o acompanhamento, novos exames identificaram também uma alteração genética, além da necessidade de tratar a endometriose, fatores que poderiam interferir no sucesso do tratamento. Entre uma etapa e outra, Cynthia ainda viveu um momento inesperado: engravidou naturalmente, mas sofreu um aborto poucos dias após descobrir a gestação.
Mesmo diante das perdas, ela decidiu continuar.
Foi então que, em uma data carregada de significado, veio uma nova tentativa: a transferência embrionária realizada no dia 24 de dezembro. “Eu sou cristã, e aquilo foi um presente de Natal. Eu senti que era diferente”, diz.
Dessa vez, o resultado foi positivo.
Hoje, com quatro meses e meio de gestação, Cynthia acompanha o desenvolvimento saudável da pequena Alice, um dos primeiros bebês gerados com o suporte da Mater Prime Nordeste. “Cada exame, cada ultrassom, é uma vitória. Depois de tudo que passei, só existe gratidão”, afirma.
Para a médica, histórias como essa reforçam a importância de um diagnóstico preciso e de um acompanhamento individualizado. “A reprodução assistida vai muito além da técnica. É sobre acolher, investigar profundamente e não desistir junto com o paciente”, destaca Maria Luisa.
Cynthia resume a jornada com emoção:
“Eu pensei muitas vezes em desistir. Achei que talvez não fosse para mim. Mas Deus colocou as pessoas certas no meu caminho. A doutora Maria Luisa não me deixou desistir, e hoje eu carrego minha filha nos braços do meu coração. Não existe dinheiro que pague esse sonho.”
Nem sempre o caminho é fácil, mas com diagnóstico correto, acolhimento e perseverança, sonhos podem, sim, se tornar realidade.
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