Levantamento foi apresentado pelo Sebrae durante o MOGE - Foto: Allan Phablo

Estudo aponta forte impacto do petróleo e gás na economia do RN

Responsável por cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Rio Grande do Norte, o setor de óleo e gás (O&G) onshore (em terra) participa em 23% na arrecadação de ICMS no Estado. No Oeste Potiguar, a cadeia de O&G é o motor da Indústria na região de Mossoró: os municípios da região que ampliaram o protagonismo da indústria extrativa entre 2011 e 2021 apresentaram um crescimento acumulado mediano do valor adicionado da indústria de 437,6%. É o que revela levantamento, apresentado pelo Sebrae RN, ontem (25), na abertura do Mossoró Oil & Gas Energy 2025, na Arena Partage Shopping, em Mossoró.

O estudo “Impacto do Onshore no Desenvolvimento Econômico”, conduzido pela Neoway em parceria com o Sebrae RN e Nilo Engenharia, mostra que, entre 2010 e 2021, o crescimento econômico foi expressivo nos municípios potiguares onde a indústria extrativa se expandiu. Se por um lado o crescimento acumulado mediano foi de 437,6% onde a cadeia aumentou protagonismo, por outro foi de apenas 37,6% nas cidades onde se manteve estável e até queda de 14% nas que registraram retração no setor.

Outro detalhe é que, nos municípios do Rio Grande do Norte onde ao longo de 10 anos a indústria extrativa aumentou o protagonismo, o crescimento acumulado mediano do PIB per capita foi de 116%, ao passo que em municípios onde esse protagonismo ficou estável ou decresceu o crescimento acumulado foi menor, de aproximadamente 111% e 80,8%.

O estudo, contudo, vai além de reafirmar o protagonismo da indústria extrativa (óleo e gás), ao destacar que figura entre as três atividades mais relevantes da região de Mossoró ao longo da década. O levantamento também projeta o futuro. A partir de modelo econométrico robusto para medir o impacto real da cadeia onshore, parte da premissa: e se a indústria de óleo & gás dobrasse de tamanho?

O levantamento revela impacto sobre emprego e renda, com amostra de 1.111 municípios produtores ou recebedores de royalties entre 2014 e 2024, ao considerar variáveis como novos poços, empregos em pequenas e médias empresas (PMEs), salários médios, arrecadação de ICMS/ISS e PIB per capita, revela impacto sobre emprego e renda.

Espaço para crescimento

O dobro de intervenções em poços (intervenções de completação) aumentaria em 14,3% os empregos e em 18% os salários. E os empregos aumentariam 32,4% e os salários (33%), se for dobrada a duração de abandono em municípios vizinhos.

Em relação à questão tributária, a arrecadação de ICMS no Estado aumentaria em 14,8% e a de ISS nos municípios cresceria 28%, se forem dobradas as intervenções de abandono nos poços. Quanto ao impacto sobre o PIB per capita, dobrar o número de empresas da cadeia energética aumentaria 13,6%.

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Saulo Vale

É formado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela UERN. Apresentador do Jornal da Tarde, Rádio Rural de Mossoró, e do Enfoque Político, Super TV. É também correspondente de política das rádios da capital e do interior, como 97 FM de Natal, 91 FM de Natal e Rádio Cabugi do Seridó.

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