Prefeito durante leitura da mensagem anual
Foto: arquivo
O prefeito mossoroense Allyson Bezerra (Solidariedade) chegou a importante marca de seus 100 primeiros dias de governo.
É um momento de reflexão para o próprio governismo, para analistas políticos e também para a oposição.
As análises deste período são muitas.
Nos primeiros dias, Allyson mostrou dívidas que somavam pouco mais de R$ 850 milhões, dentre elas até remunerações de servidores.
Um de seus atos de maior repercussão, o calendário de pagamento dos salários, com salário-base e demais remunerações dentro do mês. Também a chegada de médicos nas Unidades Básicas de Saúde. Garante que não faltará mais profissionais de Medicina na rede básica de Saúde.
Tomara.
Diálogo com o sindicato e outras entidades também foi ponto positivo, além de melhoria na distribuição de água na zona rural, que tanto precisa. Região, inclusive, que deu vitória acachapante ao jovem prefeito de 28 anos de idade.
Acrescenta-se ainda o início do mutirão de cirurgias eletivas.
Reativo
O governo municipal peca em parecer irritantemente reativo demais. A vacinação nos finais de semana nas UBSs foi um ponto positivo, mas só ocorreu após duras críticas da oposição, imprensa e redes sociais.
A questão do pagamento às terceirizadas também precisa ser esclarecido. O Palácio diz que determinadas empresas, sem publicizar quais, não apresentam a documentação no prazo. Por isso, ainda segundo o Palácio, não pode fazer o repasse às terceirizadas.
Entretanto, as terceirizadas, em vários episódios, afirmaram que não é bem assim que acontece. No meio de tudo isso, os funcionários chegam a receber com 15, 20 dias de atraso.
A base governista, na Câmara Municipal de Mossoró, é expressiva. Capaz de aprovar ou derrubar qualquer projeto de interesse do governo. Tem 17 vereadores, contra quatro na oposição e três na independência – o vereador Didi de Arnor (Republicanos) anunciou rompimento com a base do governo.
É uma base que parece ainda frágil.
Nesse período ainda, é justa a cobrança pela badalada reforma administrativa, que até agora não saiu do papel.
De uma coisa, Allyson não vai ter do que se queixar. Tem base ampla na Câmara para aprovar tranquilamente o que quer.
E tem tempo.
Ao trabalho.
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