Presidente da Fiern é entrevistado por Saulo Vale e Tárcio Araújo - Foto: web

Margem Equatorial pode provocar novo boom econômico em Mossoró, diz presidente da Fiern

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz, afirmou que a possível exploração de petróleo na Margem Equatorial pode representar um novo ciclo de desenvolvimento econômico para toda a região de Mossoró.

Em entrevista ao programa Meio Dia TCM, nesta quarta-feira, Serquiz comparou o cenário ao período de forte expansão vivido por Mossoró nas décadas de 1980 e 1990, impulsionado pela atividade petrolífera da Petrobras.

“É muito semelhante ao ‘boom’ das décadas de 80 e 90 que tivemos aqui. Nós não sabemos ainda os números, mas sabemos que é algo semelhante ao pré-sal. A exploração da Margem Equatorial é uma grande oportunidade aqui para a região”, declarou, em entrevista aos jornalistas Saulo Vale e Tárcio Araújo.

“E é esse um dos motivos que estamos abrindo nesta quinta-feira a sede própria da Fiern em Mossoró”, complementou.

A sede da entidade será inaugurada no bairro de Nova Betânia.

Margem Equatorial

A chamada Margem Equatorial é uma extensa faixa marítima que vai do Rio Grande do Norte ao Amapá e é apontada pelo setor energético como uma das principais fronteiras exploratórias de petróleo do país. Estudos da Petrobras indicam potencial semelhante ao encontrado na Guiana, país vizinho que vive forte crescimento econômico após descobertas bilionárias de petróleo em águas profundas.

Para Roberto Serquiz, caso os projetos avancem, os impactos podem alcançar diferentes setores da economia potiguar, com geração de empregos, aumento da demanda por serviços, fortalecimento da indústria local e atração de novos investimentos.

Mossoró, que historicamente consolidou sua economia ligada à cadeia do petróleo em terra, pode voltar a assumir protagonismo regional com a movimentação do setor energético. A expectativa da indústria é que a exploração offshore também estimule áreas como logística, comércio, hotelaria, construção civil e qualificação profissional.

O tema, porém, ainda enfrenta debates ambientais e regulatórios. A Petrobras aguarda autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para avançar em etapas de perfuração exploratória na região da Foz do Amazonas, considerada estratégica dentro da Margem Equatorial.

No RN, há cerca de um mês o Ibama autorizou a perfuração do poço Mãe de Ouro, na Bacia Potiguar, com expectativa de produzir mais de 100 mil barris de petróleo por dia.

Confira a entrevista com Serquiz na íntegra.

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Saulo Vale

É formado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Uern. Pós-graduado em Assessoria e Gestão da Comunicação. É também correspondente de política de rádios da capital e do interior.

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