Engana-se quem pensa que o interesse do atual presidente do PSDB e da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, nas chapas majoritárias passa apenas pela indicação de um vice, fortalecimento de nominatas ou cumprimento de acordos eleitorais antecipados.
Nas conversas mantidas com os grupos políticos, há outro tema que ronda as articulações: a sucessão da presidência da Assembleia Legislativa em 2027.
Após 11 anos no comando da Casa, Ezequiel não poderá disputar nova reeleição para o cargo, por mais que ainda deseje permanecer no controle.
Isso não significa, porém, que esteja distante das conversas sobre o assunto ou sem interesse direto no desfecho da disputa.
Há um detalhe preponderante nesse cenário: o PSDB de Ezequiel já não é mais o mesmo.
O partido encolheu no número de prefeitos após as eleições municipais de 2024, caindo de 31 para 15 gestores.
Na Assembleia, a atrofia foi ainda mais significativa. Depois de eleger quase metade da Casa em 2022, o PSDB conta hoje com apenas três deputados estaduais, após a janela partidária encerrada em abril.
Nos bastidores, quase ninguém acredita que a legenda comandada por Ezequiel consiga repetir — ou sequer se aproximar — do desempenho eleitoral de 2022, quando emergiu como uma das principais forças políticas do Estado.
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